
Por: Daniela Montenegro
O gerenciamento de projetos e as operações de Tecnologia da Informação vivem um momento de transformação acelerada no Brasil. Segundo projeções da Gartner e IDC Brasil, o mercado de TI deve crescer entre 10% e 14% até 2026, atingindo US$ 78,2 bilhões, com 65% das empresas implementando soluções de IA e investimentos em cloud computing crescendo 22% ao ano, impulsionados pela integração de inteligência artificial, automação e computação em nuvem nas rotinas corporativas.
Nesse cenário, a executiva Juliane Urbano se destaca como uma das lideranças que conectam estratégia, tecnologia e resultados de negócio. Com mais de 20 anos de experiência em TI, sua atuação reúne planejamento estratégico, gestão de equipes multifuncionais e condução de iniciativas de transformação digital em ambientes complexos e multiculturais.
Para Juliane, é essencial compreender a diferença e a complementaridade entre projetos e operações. Enquanto o gerenciamento de projetos envolve planejar, executar e monitorar iniciativas temporárias, como implantação de softwares ou infraestrutura, as operações de TI sustentam o dia a dia das empresas, garantindo suporte, segurança e estabilidade dos sistemas.
“Projetos de TI são motores de mudança. Já as operações são o que mantém a empresa funcionando com segurança e eficiência todos os dias”, afirma Juliane Urbano.
A especialista explica que a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tendência e passou a fazer parte da rotina corporativa. Projeções de empresas como Gartner e McKinsey indicam que em 2026 entre 85-90% das empresas globais adotem IA para automação de tarefas rotineiras, incluindo a área de gestão de projeto: geração de documentos, elaboração de relatórios e organização de cronogramas, transformando assim profundamente a forma de gerenciar projetos e tomar decisões.
“A inteligência artificial está se tornando nativa na gestão de projetos. Ela acelera processos e permite focar em estratégia ao passo que diminui o tempo gasto em questões operacionais”, destaca.
Outro movimento importante é a mudança de foco das empresas. A gestão de projetos deixa de ser apenas operacional e passa a ser orientada por valor e estratégia, conectando diretamente tecnologia e resultados de negócio.
“Não basta cumprir prazos. O projeto precisa gerar valor real e estar alinhado à estratégia da organização”, pontua Juliane.
Nas operações de TI, a ampliação de projetos de migração para a nuvem e a automação, potencializadas pela adoção de soluções de inteligência artificial, vêm assumindo um papel cada vez mais estratégico na transformação digital das organizações. Ao mesmo tempo, a expansão dos data centers e o fortalecimento das plataformas digitais consolidam o Brasil como um dos principais hubs tecnológicos da América Latina. Esse avanço, porém, intensifica a necessidade de investimentos robustos em cibersegurança, diante do crescimento contínuo e da sofisticação das ameaças digitais.
Diante desse cenário em constante evolução, o profissional de TI moderno precisa desenvolver competências híbridas que vão além do conhecimento técnico tradicional. A capacidade de adaptação tornou-se fundamental para apoiar as organizações na gestão e implementação de novas soluções tecnológicas. Isso inclui o domínio de gestão de projetos ágeis, compreensão profunda de arquiteturas em nuvem, habilidades em automação de processos e, principalmente, uma visão estratégica de negócios que permita alinhar as soluções tecnológicas aos objetivos corporativos. O profissional que conseguir equilibrar expertise técnica com soft skills como liderança, comunicação e gestão de mudanças será peça-chave para guiar as empresas através dessa complexa jornada de transformação digital.
Para Juliane, que lidera equipes distribuídas na região de Américas, 2026 será decisivo: “Este é o ano da maturidade digital. Não é mais sobre adotar tecnologia rapidamente, mas sim sobre organizar processos e capacitar equipes para extrair valor real da ampliação de soluções baseadas em Inteligência Artificial e a infraestrutura que sustentará toda essa mudança”, conclui a executiva
