
De roteiros personalizados a conexões emocionais com a cultura local, um novo modelo de turismo ganha força e movimenta a economia de comunidades em destinos como Dubai.
Esquecer o roteiro pronto, abandonar os pontos turísticos mais óbvios e mergulhar na essência de um destino. Essa tem sido a escolha de muitos viajantes ao redor do mundo que buscam mais do que uma viagem: querem viver uma experiência transformadora. E é exatamente essa proposta que tem impulsionado o crescimento do chamado turismo de experiências — uma tendência que mistura autenticidade, conexão humana e impacto econômico local.
O turismo de experiências tem se consolidado como uma estratégia valiosa para o mundo dos negócios, especialmente para empresários que buscam ampliar o alcance e a relevância de suas marcas. Mais do que viagens tradicionais, ele cria conexões emocionais entre culturas, consumidores e empresas, permitindo que marcas se posicionem de forma diferenciada em mercados globais. Ao investir nesse modelo, os empresários não apenas fortalecem sua presença internacional, mas também associam sua identidade corporativa a valores de inovação, autenticidade e hospitalidade, gerando oportunidades de networking, parcerias estratégicas e reconhecimento em escala mundial.
Diferente do turismo tradicional, que gira em torno de pacotes fechados e visitas panorâmicas, o modelo de experiências coloca o viajante como protagonista da jornada. Ele se envolve com as pessoas, a cultura, os sabores e as histórias que compõem o lugar.
“A imersão cultural verdadeira faz com que o turista deixe de ser apenas um espectador. Ele passa a fazer parte do cenário. Isso desperta a curiosidade, amplia a percepção de mundo e transforma a viagem em algo pessoal e memorável”, explica Denise Gonçalo, especialista em turismo de experiências e CEO do grupo Dubai Connect, com sede nos Emirados Árabes.
Conexão emocional e impacto econômico
O crescimento desse formato de turismo também tem um reflexo direto na economia local. Ao privilegiar o contato com guias nativos, artesãos, pequenos produtores e empreendedores regionais, o turista distribui sua renda de forma mais justa pela comunidade visitada.
“Esse tipo de turismo fomenta a economia de maneira descentralizada. Ele valoriza saberes tradicionais, gera empregos sustentáveis e reforça a identidade cultural de cada lugar”, acrescenta Denise. Para ela, uma experiência bem desenhada beneficia todos os envolvidos: o turista, que vive algo único, e a comunidade, que vê sua cultura ganhar destaque e valor.
A força das histórias locais
Um dos pilares mais fortes do turismo de experiências é a narrativa. Contar histórias reais, resgatar mitos locais, incluir personagens da comunidade e criar uma trilha emocional ao longo do roteiro são elementos fundamentais para o sucesso da imersão.
“Cada experiência pode ser conectada a uma história — de uma família, de um prato típico, de uma canção tradicional. Isso cria vínculos afetivos. O viajante deixa o destino com lembranças que vão além da foto, ele leva uma parte daquela cultura com ele”, destaca a especialista.
Tecnologia como aliada
Se por um lado o turismo de experiências resgata o contato humano, por outro, também se beneficia da tecnologia para enriquecer o processo. Ferramentas como realidade aumentada, aplicativos de tradução e plataformas de storytelling ajudam o turista a se preparar e aprofundar a vivência sem interferir na autenticidade.
“Usamos a tecnologia para criar pontes, não para substituir o contato. Ela facilita o entendimento e fortalece a conexão entre culturas, desde que seja usada com sensibilidade e propósito”, pontua Denise.
Negócios que nascem da experiência
Além do impacto cultural e emocional, o turismo imersivo também tem se tornado um ponto de partida para novas conexões empresariais. Em destinos como Dubai, onde inovação e tradição convivem lado a lado, muitos empreendedores têm encontrado oportunidades de expansão por meio dessas experiências.
“É muito comum vermos empresários que chegam buscando uma vivência cultural e saem com parcerias, ideias de negócios ou até mesmo novos projetos. A experiência abre portas que um networking tradicional, muitas vezes, não conseguiria”, afirma Denise Gonçalo.
Desafios e futuro
Apesar do crescimento, o setor ainda enfrenta desafios importantes, como o risco de transformar a experiência em produto de massa e perder a autenticidade. Outro ponto é a necessidade de capacitação constante de quem oferece esse tipo de turismo.
“Manter a essência é o maior desafio. Uma experiência de verdade exige preparo, empatia, planejamento e respeito à cultura local. E isso não se improvisa”, finaliza Denise.
Com mais viajantes buscando significado nas suas jornadas, o turismo de experiências deixa de ser apenas uma tendência para se tornar um novo jeito de ver — e viver — o mundo. Um jeito onde cada destino é mais do que um lugar: é um encontro.
Denise Gonçalo
Especialista em turismo de experiência em Dubai
Instagram: @eudenisegoncalo
Sobre o Dubai Connect Group:
O Dubai Connect Group é uma organização dedicada a criar experiências inovadoras e oportunidades de negócios em Dubai e no mundo. Com foco em eventos empresariais, turismo de luxo e conexões internacionais, o grupo é liderado por Denise Gonçalo, uma referência no mercado de experiências e posicionamento estratégico de marcas.