
Participando de um evento do governo federal nesta quarta-feira, o presidente do Senado Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) afirmou que as instituições republicanas do Brasil estão “unidas, firmes e com coragem” para enfrentar os desafios do país.
Em seu discurso, o amapaense declarou que recentemente “atores da sociedade brasileira” têm se empenhado em fomentar narrativas de agressões entre as instituições democráticas brasileiras que, segundo ele, precisam ser defendidas para que “mentiras não pareçam verdade”. O discurso desta quarta, no entanto, destoou das declarações dadas por Alcolumbre na última segunda-feira, 2.
Na ocasião, em cerimônia solene de abertura do Ano Legislativo, o chefe da Casa Alta defendeu “diálogo, bom senso e paz”, mas enviou claros recados indiretos ao governo Lula, ressaltando que a busca por harmonia entre os Poderes não significa abrir mão das prerrogativas do Legislativo, e que “defender a paz não é sinônimo de omissão”.
No ano passado, governo e Congresso viveram atritos motivados por interesses opostos. Entre outros pontos, o governo Lula defende regras mais rígidas para pagamentos de emendas parlamentares.
Já Alcolumbre deixou claro que não apoia o nome indicado por Lula para o STF, o atual Advogado-Geral da União, Jorge Messias, já que seu preferido para o cargo é o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Indicado por Lula em novembro, Messias ainda não foi sabatinado pelo Senado.
