
Por: Julia Reyes
A migração de profissionais brasileiros para a manufatura avançada nos Estados Unidos reflete uma mudança profunda no cenário produtivo global, marcada pela digitalização, automação e integração de tecnologias inteligentes, com impacto direto sobre produtividade, competitividade industrial e eficiência operacional. Nesse contexto, o engenheiro Felipe Neri dos Santos Vieira se destaca como um dos nomes que simbolizam essa transição bem-sucedida, atuando em projetos de engenharia industrial e manufatura avançada em ambientes produtivos de alta complexidade.
Com mais de dez anos de atuação em engenharia de processos e manufatura avançada, Felipe construiu uma carreira voltada à implantação de operações industriais estratégicas nos Estados Unidos, assumindo responsabilidades técnicas na definição de processos produtivos, layout industrial, padronização operacional e tomada de decisão técnica. Seu trabalho envolve a nacionalização de tecnologias, o desenvolvimento de novos produtos e a otimização de processos produtivos, resultando em ganhos mensuráveis de eficiência, redução de custos e melhoria de desempenho industrial. “A manufatura avançada não é apenas sobre automação, mas sobre tomada de decisão baseada em dados e eficiência sistêmica”, afirma o engenheiro.
A comparação entre os cenários industriais do Brasil e dos Estados Unidos evidencia desafios e oportunidades distintas. No Brasil, apesar dos avanços rumo à Indústria 4.0, a indústria ainda enfrenta entraves como burocracia, alto custo de financiamento e escassez de mão de obra altamente qualificada. A aplicação do lean manufacturing é comum, mas a integração plena de tecnologias digitais segue, em muitos setores, como um objetivo de médio prazo, limitando o avanço de soluções industriais de maior escala. “O Brasil tem talento e criatividade, mas muitas vezes falta infraestrutura para acelerar a inovação industrial”, observa Felipe.
Já nos Estados Unidos, a manufatura avançada é uma realidade consolidada. Programas como o Advanced Manufacturing Partnership impulsionam a adoção de inteligência artificial, robótica, análise de dados em tempo real e produção personalizada, permitindo ciclos de inovação mais curtos e maior previsibilidade operacional. Embora existam desafios relacionados a custos de mão de obra e logística, o foco está na alta performance e na eficiência operacional. Segundo Felipe, “o diferencial do ecossistema americano é a velocidade com que a tecnologia sai do laboratório e chega ao chão de fábrica”.
Para engenheiros brasileiros, a adaptação ao ambiente industrial americano passa menos por recomeçar do zero e mais por traduzir conhecimento técnico em entregas objetivas para a indústria. Na prática, isso significa atuar diretamente na melhoria de eficiência operacional, na redução de custos, no aumento da previsibilidade produtiva e na garantia de qualidade em escala, sempre com base em dados e padronização de processos. “Quando a engenharia é aplicada com método e análise técnica, ela acelera a competitividade industrial e sustenta decisões estratégicas de longo prazo”, afirma Felipe.
Para Felipe Neri dos Santos Vieira, a experiência internacional evidencia o papel estratégico da engenharia industrial na competitividade das organizações. Ao aplicar métodos técnicos, análise de dados e padronização de processos em ambientes produtivos complexos, a engenharia deixa de ser apenas suporte operacional e passa a atuar como fator direto de geração de valor, eficiência e sustentabilidade industrial. “Quando a engenharia é aplicada de forma estruturada, o impacto se reflete não apenas nos resultados da empresa, mas na solidez de toda a operação”, conclui.
