sábado, fevereiro 21

Spotify quebra recordes ao desembolsar US$ 11 bilhões em royalties até 2025.

O Spotify anunciou em 28 de janeiro de 2026 que distribuiu US$ 11 bilhões em royalties à indústria musical ao longo de 2025, estabelecendo um novo patamar histórico. Esse montante, equivalente a cerca de R$ 57 bilhões pela cotação atual, supera em US$ 1 bilhão o valor pago no ano anterior, marcando o segundo ano consecutivo de avanço nos repasses.

Crescimento e impacto no mercado fonográfico

Desde sua criação em 2006, na Suécia, o serviço de streaming já repassou mais de US$ 70 bilhões a gravadoras, editoras e distribuidores digitais. Esse volume transformou a forma de monetização do setor, posicionando o Spotify como a principal fonte de receita recorrente para o mercado fonográfico global.

Setor independente em alta

Segundo Charlie Hellman, chefe da divisão de música do Spotify, artistas e gravadoras independentes receberam metade do total de royalties pagos em 2025. Hellman destacou que esse equilíbrio contribui para a democratização do acesso às receitas, beneficiando tanto grandes nomes quanto novos talentos sem vínculo com grandes selos.

Participação no mercado e comparação de crescimento

O Spotify representa aproximadamente 30% da receita global de música gravada. No último ano fiscal, os pagamentos da plataforma cresceram mais de 10%, enquanto outras fontes de receita da indústria fonográfica avançaram em média 4%. Para Hellman, o serviço atua como motor principal do crescimento econômico do setor musical em 2025.

Concorrência e debate sobre remuneração

A disputa pelo mercado de áudio sob demanda coloca o Spotify frente a rivais como YouTube Music e Apple Music, intensificando investimentos para atrair e reter criadores de conteúdo. Apesar do aumento recorde nos repasses, músicos e compositores questionam o valor que chega às suas contas, já que gravadoras e editoras retêm parte dos recursos antes de distribuir aos artistas.

Imagem: Divulgação

Embora o Spotify afirme repassar a maior fatia de sua receita bruta, a empresa não controla os contratos individuais entre artistas e selos. Essa intermediação pode reduzir significativamente o valor final recebido por quem compõe e interpreta as canções.

O recorde de US$ 11 bilhões reafirma a relevância do streaming no modelo de negócios da indústria musical, ao mesmo tempo em que reforça o debate sobre transparência e justiça na divisão de royalties.

Com informações de Revistaoeste

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