sexta-feira, fevereiro 27

Cenário favorável para o varejo: queda da Selic, desvalorização do dólar e as eleições de 2026 podem impulsionar vendas

Com a Selic sinalizando início de cortes, dólar em trajetória de queda e calendário eleitoral que tende a aquecer consumo, o varejo brasileiro tem janela para recuperar margem e volume, desde que ajuste crédito, estoques e pricing com agilidade.

Nos últimos meses, o ambiente macroeconômico brasileiro vem desenhando uma combinação de fatores que, quando analisados em conjunto, podem resultar em um ano positivo para o varejo nacional. Como fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro, acompanho de perto três vetores que hoje se mostram determinantes para o setor: a trajetória da taxa Selic, o comportamento do câmbio (dólar/real) e o calendário eleitoral de 2026.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% em sua última reunião, mas alterou o tom do comunicado ao sinalizar a possibilidade de início de um ciclo de queda a partir de março de 2026, movimento que já vinha sendo antecipado pelo mercado financeiro. A sinalização, ainda que cautelosa, reforça a expectativa de um processo gradual de flexibilização monetária ao longo do ano. A perspectiva de queda dos juros cria duas alavancas importantes para o varejo. A primeira é a redução do custo do crédito ao consumidor, especialmente em modalidades como cartão de crédito, crédito consignado e financiamento de bens duráveis, o que amplia o poder de compra das famílias. A segunda é a diminuição do custo financeiro para empresas que dependem de capital de giro, abrindo espaço para promoções mais agressivas, prazos de pagamento estendidos e parcelamentos com juros menores.

De acordo com projeções médias do mercado, a Selic pode encerrar 2026 em um intervalo entre 12% e 12,5%. Caso esse cenário se confirme, o impacto sobre o consumo tende a ser relevante, sobretudo em segmentos sensíveis ao crédito, como eletrodomésticos, eletrônicos e bens duráveis em geral.

Na avaliação de Ricardo Nunes, empresário que fundou a marca icônica Ricardo Eletro, inaugurou mais de 1.100 lojas pelo país, liderou operações com mais de 45 mil colaboradores e atravessou diferentes ciclos econômicos, o prognóstico atual é instigante e promissor. Atualmente, Nunes preside o Grupo R1, um ecossistema de educação empresarial e negócios que atua junto a mais de 600 empresários de diversos segmentos no Brasil.

Paralelamente, observa-se uma apreciação do real frente ao dólar nas últimas semanas. Em fevereiro de 2026, o câmbio vem se movimentando na faixa entre R$5,10 e R$5,30, o que alivia pressões de custo para varejistas que dependem de produtos importados, componentes ou mercadorias cotadas em moeda estrangeira. Um real mais forte tende a reduzir a inflação de itens dolarizados e contribui para a recomposição de margens no curto prazo.

O cenário inflacionário também segue no radar. A inflação anual iniciou o ano em patamar que ainda exige atenção das autoridades monetárias, mas os dados mais recentes, referentes a janeiro de 2026, indicam uma variação compatível com espaço para um afrouxamento monetário moderado. Esse contexto ajuda a sustentar a sinalização de cortes graduais da Selic ao longo do ano.

Outro fator relevante é o calendário eleitoral. As eleições presidenciais de 2026, com primeiro turno previsto para 4 de outubro, tradicionalmente produzem efeitos mistos sobre a economia. Historicamente, observa-se um aumento do consumo em determinados segmentos nas fases pré-eleitorais, impulsionado por maior circulação de renda, expectativas positivas e ampliação do crédito. Por outro lado, o período também pode elevar a incerteza política, levando empresas a adiar investimentos de maior prazo. Para o varejo, o desafio está em aproveitar as janelas favoráveis de estímulo ao consumo, ao mesmo tempo em que se protege contra riscos de volatilidade e rupturas na cadeia de suprimentos.

Recomendações estratégicas para o varejo em 2026

Acelerar campanhas de crédito e parcelamento responsável, comunicando ofertas com parcelas menores e condições mais acessíveis, acompanhando a trajetória de queda dos juros.

Readequar o mix de compras e estoques, priorizando categorias sensíveis ao câmbio, como eletrônicos e produtos importados, ao mesmo tempo em que negocia contratos e estratégias de hedge.

Explorar promoções por tempo limitado em períodos-chave do ano, especialmente no pré-eleitoral, para capturar picos de demanda e ganhar participação de mercado.

Proteger margens, aproveitando momentos de valorização do real para recompor estoques importados ou renegociar preços com fornecedores.

Manter monitoramento rigoroso da inadimplência, ajustando políticas de crédito e score para sustentar crescimento com controle de risco.

A combinação de Selic em trajetória de queda, dólar em recuo e o ciclo eleitoral cria uma oportunidade única em 2026 para o varejo brasileiro recuperar vendas e margens, desde que as redes ajustem rapidamente estratégias comerciais, gestão de estoques e políticas de crédito. Como empresário, atuante durante décadas no setor, a aposta é clara: organização, preços competitivos e o uso inteligente do crédito serão as chaves para transformar o ambiente macro favorável em crescimento real de receita. Aposte!

O varejo não cresce por acaso, ele cresce quando juros, câmbio e confiança começam a trabalhar a favor. Em 2026, quem entender esse ciclo antes vai vender mais, errar menos e sair maior do que entrou.”
afirma Ricardo Nunes, fundador do Grupo R1 e da Ricardo Eletro

Sobre o Grupo R1

Fundado por Ricardo Nunes, o Grupo R1 é um ecossistema dedicado à formação, ao fortalecimento e à profissionalização do empresariado brasileiro. Com metodologia prática, foco em resultados e visão ética de longo prazo, o grupo oferece programas, mentorias e experiências voltadas à construção de negócios sustentáveis em um mercado cada vez mais competitivo e dinâmico.

Fontes de dados principais:

 Comunicado do Copom / Banco Central do Brasil (manutenção em 15% e sinalização de corte em março). 
 Matéria sobre sinalização de corte e contexto macro (Agência Brasil / EBC). 
 Análises de mercado e projeções para fim de 2026 (Exame / ASA / Reuters). 
 Queda do dólar / fortalecimento do real em fevereiro de 2026 (Agência Brasil / TradingEconomics). 
 Dados de inflação e leitura macro recente (Reuters, reportagem sobre inflação de janeiro/2026).

Saiba mais:
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