
O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, publicou nesta quarta-feira, 4, um comunicado direcionado as nações vizinhas do Golfo Pérsico justificando os ataques contra alvos em seus territórios realizados desde o último domingo. De acordo com o mandatário, Teerã “não teve outra escolha” a não ser retaliar após uma ofensiva promovida por Estados Unidos e Israel.
“Respeitados líderes de nossos países amigos e vizinhos, tentamos evitar a guerra com a ajuda de vocês e por meio da diplomacia, mas o ataque militar americano-sionista não nos deixou outra escolha senão nos defender”, declarou o presidente.
A manifestação de Pezeshkian ocorre após informações divulgadas pela agência estatal do Catar apontarem que o premiê catari, Sheikh Mohammed bin Abdulrahman bin Jassim Al Thani, rejeita alegações iranianas de que apenas alvos militares teriam sido atingidos. Durante uma conversa com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, ele afirmou que os ataques atingiram áreas civis e residenciais em seu país.
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Al Thani, que também atua como ministro das Relações Exteriores do Catar, apontou que os regiões próximas ao Aeroporto Internacional de Hamad foram alvejadas, assim como infraestruturas vitais e zonas industriais. “Isso constitui uma violação flagrante da soberania do Estado do Catar e dos princípios do direito internacional”, disse o primeiro-ministro.
Pelo menos nove países do Oriente Médio foram alvo de mísseis iranianos desde o início do conflito, no sábado, 28: Bahrein, Iraque, Israel, Jordânia, Kuwait, Omã, Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Sete dessas nações assinaram um comunicado conjunto com os EUA dois dias depois do início do conflito, acusando Teerã de violar sua soberania e atacar civis.
Agora é aguardar os desdobramentos desse conflito e como as nações envolvidas irão lidar com as consequências. A situação também traz preocupações sobre os impactos econômicos globais, especialmente considerando a importância estratégica da região em questão.
