
Desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou sua pré-candidatura à Presidência da República em dezembro passado, há muita especulação e pouca confirmação em relação à equipe que irá apoiá-lo em seu desejo de derrotar o incumbente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Até o momento, a equipe do primogênito do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), preso na Papudinha, em Brasília, só confirma os nomes do coordenador-geral e do time jurídico da pré-campanha. Estas posições serão ocupadas pelo ex-ministro e senador Rogério Marinho (PL-RN) e pelos advogados Tracy Reinaldet e Maria Claudia Bucchianeri.
Bucchianeri é ex-ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e já defendeu Lula e o ex-presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL). Já Reinaldet atuou na Lava-Jato, defendendo Alberto Youssef e Antonio Palocci.
Bucchianeri já está representando Flávio judicialmente há pelo menos duas semanas, quando assinou ao lado de Marcelo Bessa — advogado do PL que também já defendeu Jair Bolsonaro na ação penal da tentativa de golpe de Estado — uma representação junto à Justiça Eleitoral pedindo providências em relação ao desfile da Acadêmicos de Niterói, escola que teve uma homenagem a Lula como samba-enredo neste ano.
Flávio também está em busca de um marqueteiro experiente, que terá a difícil tarefa de reduzir a alta rejeição do senador. Um dos nomes sondados é o de Paulo Vasconcelos, que liderou a campanha de Aécio Neves (PSDB) à Presidência em 2014 e atualmente trabalha com outro possível pré-candidato, o governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
Até o momento, o senador ainda não divulgou seu plano de governo, nem especificou quais serão suas principais propostas de campanha. Há expectativa de que isso ocorra ainda neste mês, em um evento a ser anunciado. A equipe de Flávio, porém, ainda não confirmou oficialmente essa agenda.
