A Embraer e a Valkyrie Aero firmaram uma parceria para incorporar o sistema de inteligência artificial Gunslinger ao A-29 Super Tucano, com o objetivo de aprimorar a capacidade da aeronave no enfrentamento de sistemas aéreos não tripulados (C-UAS). A integração busca aumentar a precisão na detecção e neutralização de ameaças aéreas não tripuladas, mantendo baixo custo operacional.
O núcleo da solução é o Gunslinger, que aplica algoritmos de IA para incrementar a análise de campo de batalha e a tomada de decisões táticas em tempo real. Segundo a proposta da parceria, o sistema aproveita sensores já presentes no Super Tucano para localizar, corrigir e eliminar alvos não tripulados identificados durante a missão.
Quem: Embraer e Valkyrie Aero.
O que: integração do sistema de IA Gunslinger ao A-29 Super Tucano para operações C-UAS.
Como: uso de algoritmos de inteligência artificial ligados aos sensores embarcados na aeronave para melhorar a identificação e engajamento de drones.
Por quê: atender à transformação dos combates modernos, que exigem plataformas eficientes e de baixo custo em cenários com presença crescente de drones.
Marcio Monteiro, vice-presidente de Inteligência de Mercado da Embraer Defesa & Segurança, afirmou que a empresa tem “orgulho” na parceria com a Valkyrie para reforçar as capacidades do A-29 C-UAS. Monteiro destacou que o A-29 Super Tucano acumula mais de 60.000 horas de voo de combate e é, na visão da Embraer, a plataforma mais adequada para ataques leves e operações tripuladas voltadas ao enfrentamento de C-UAS.
Contexto e parceiros
A iniciativa ocorre em um momento no qual a aviação de combate busca maior eficiência frente ao aumento do uso de drones em conflitos. A escolha pelo A-29 considera a aptidão do Super Tucano para operar em velocidades compatíveis com drones de ataque, aproveitando sua eficiência operacional.
Imagem: Embraer
Acordos envolvendo a Valkyrie Aero indicam que a empresa fornece treinamentos com aeronaves como o AT-27 Tucano e mantém contratos com o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, para capacitação no emprego de sensores e armamentos em missões variadas.
O projeto prevê que o conjunto Embraer–Valkyrie reúna a experiência da plataforma A-29 com os recursos de IA do Gunslinger para melhorar respostas a ameaças não tripuladas sem elevar significativamente os custos de operação.
Com informações de Canaltech
