
Diante do aumento dos casos de sarampo em nações que sediarão partidas da Copa do Mundo, o Ministério da Saúde emitiu um alerta enfatizando a necessidade de vacinação antes de viagens internacionais. A recomendação foi publicada em uma nota técnica na segunda-feira (27/4), destacando a circulação ativa da doença nos Estados Unidos, Canadá e México. Os turistas são aconselhados a verificar e atualizar suas carteiras de vacinação antes de partir.
“Nos três países mencionados, o sarampo continua a circular, com transmissão contínua do vírus, o que eleva a preocupação tanto para os viajantes quanto para as autoridades de saúde. É fundamental que todos os viajantes confiram sua situação vacinal e regularizem as doses necessárias antes de embarcar. Crianças, adolescentes e adultos devem seguir as orientações do Calendário Nacional de Vacinação, respeitando os prazos para garantir uma proteção adequada antes da viagem”, ressalta o ministério.
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Os dados registrados nesses países geram preocupação entre as autoridades sanitárias. Apenas neste ano, os Estados Unidos já contabilizam mais de 1.700 casos da doença, após terem registrado 2.144 ocorrências no ano anterior. No Canadá, o aumento dos casos levou a mais de 5 mil registros em 2025, resultando na perda do certificado de território livre do sarampo. Já neste ano, são 871 notificações confirmadas e a transmissão ainda está em curso. O México também vive um crescimento alarmante: após reportar apenas sete casos em 2024, o número saltou para mais de 6 mil infecções em 2025 e já soma 9.207 diagnósticos até agora.
O sarampo é uma infecção viral altamente contagiosa causada por um vírus do tipo RNA, pertencente ao grupo morbillivirus. Entre os principais sintomas estão as manchas avermelhadas pelo corpo. A transmissão acontece pelo ar através das gotículas expelidas ao falar, tossir, espirrar ou até mesmo respirar. Indivíduos infectados podem transmitir o vírus a cerca de 90% das pessoas próximas que não têm imunidade.
No Brasil, é recomendado que todas as pessoas com idades entre 12 meses e 59 anos sejam vacinadas. Aqueles que não completaram o esquema vacinal ou não tomaram as doses necessárias devem procurar uma unidade de saúde para regularizar sua imunização conforme as diretrizes do Calendário Nacional de Vacinação.
O Sistema Único de Saúde disponibiliza duas opções de vacinas: a tríplice viral, que oferece proteção contra sarampo, caxumba e rubéola, e a tetraviral, que acrescenta também a proteção contra varicela.
Os sintomas mais comuns dessa doença incluem febre alta, tosse persistente, dores de cabeça, coriza, sensação geral de mal-estar e inflamação das vias respiratórias acompanhada pela presença de catarro.
