
O renomado empresário e filantropo Ted Turner, criador da CNN, a primeira emissora de notícias com transmissão contínua nos Estados Unidos, faleceu na quarta-feira, 6, aos 87 anos.
Nascido em Ohio e radicado em Atlanta, Turner construiu um vasto império no setor de mídia, que incluía a primeira superestação de TV a cabo, além de canais populares voltados para filmes e animações. Ele também foi proprietário de equipes esportivas profissionais, como o Atlanta Braves. Sua fortuna era estimada em 2,3 bilhões de dólares (mais de R$ 11 bilhões), consolidando-o como uma das pessoas mais ricas do planeta.
Em 1963, após o falecimento de seu pai, Turner assumiu as rédeas da empresa familiar de publicidade externa, a Turner Outdoor Advertising. A partir desse ponto, ele iniciou um processo de crescimento no campo da comunicação ao adquirir várias emissoras de rádio e televisão. Em 1976, ele inovou ao transformar uma estação local em Atlanta na primeira “superestação” de TV a cabo, que se tornou acessível em todo o território nacional.
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No dia 1º de junho de 1980, ele lançou a CNN, a primeira rede dedicada à cobertura ininterrupta de notícias — um conceito ousado para aquele período. A cobertura ao vivo da Guerra do Golfo em 1991 elevou ainda mais o status do canal e firmou Turner como uma figura proeminente na mídia internacional.
Ao longo de sua trajetória, expandiu seu império criando outros canais como TNT, Cartoon Network e Turner Classic Movies. Também investiu no esporte ao adquirir clubes como o Atlanta Braves e o Atlanta Hawks. Em 1996, Turner vendeu seu conglomerado para a Time Warner por uma quantia bilionária, mas sempre considerou a CNN sua maior conquista.
Além das suas empreitadas comerciais, Turner se destacou por suas ações filantrópicas. Ele destinou US$ 1 bilhão para projetos ligados às Nações Unidas e fundou organizações focadas na redução das ameaças nucleares e na preservação ambiental. Tornou-se também um dos maiores proprietários rurais dos Estados Unidos. No entanto, pouco mais de um mês antes de completar 80 anos, em 2018, revelou que sofria com demência com corpos de Lewy, uma condição neurodegenerativa progressiva. Ele deixa cinco filhos, 14 netos e dois bisnetos.
