quinta-feira, maio 21

Conflito nos céus: aeronave russa por pouco evita choque com avião de reconhecimento britânico

Um incidente envolvendo um jato da Rússia quase resultou em uma colisão com uma aeronave espiã da Força Aérea Real (RAF) que estava sobrevoando o Mar Negro a uma velocidade de 800 km/h, conforme informações do secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, nesta quarta-feira, 20. Segundo ele, Moscou teria colocado em risco não apenas a segurança dos voos, mas também as relações diplomáticas em duas ocasiões distintas no último mês.

No primeiro episódio, um caça russo Su-27 realizou seis manobras rasantes em frente à aeronave River Point, que estava desarmada. Em outra ocasião, enquanto o avião britânico executava uma missão de vigilância em território aéreo internacional, o caça russo se aproximou tanto que ativou os sistemas de emergência da RAF, incluindo a desativação do piloto automático, de acordo com Healey.

“Este evento ilustra mais uma vez o comportamento arriscado e inaceitável dos pilotos russos em relação a uma aeronave desarmada operando em espaço aéreo internacional”, comentou ele. “Essas ações criam um grande risco de acidentes e podem agravar o conflito.”

“Quero deixar claro: esse acontecimento não vai desviar o Reino Unido de seu compromisso em proteger a Otan, seus aliados e seus interesses diante da agressão russa”, acrescentou Healey.

A aeronave Rivet Joint é capaz de transportar até 30 membros da tripulação e realiza vigilância eletrônica com um alcance próximo a 240 quilômetros. Este tipo de avião foi utilizado para monitorar as atividades russas durante uma patrulha da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), que é a principal aliança militar ocidental.

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Aumento das tensões

No mês passado, Healey revelou que o Reino Unido monitorou três submarinos russos posicionados sobre infraestruturas submarinas críticas no Atlântico Norte por um período de um mês. Esses incidentes refletem o aumento das tensões na Europa, que enfrenta diversas violações do espaço aéreo em meio ao crescimento dos ataques aéreos da Ucrânia contra a Rússia.

Cidadãos de Vilnius, capital da Lituânia, foram instruídos a buscar abrigo após um alerta sobre atividade de drones na fronteira com Belarus, país aliado à Rússia. O presidente Gitanas Nauseda e a primeira-ministra Inga Ruginiene foram levados para locais seguros enquanto uma ordem de evacuação foi emitida no Parlamento lituano, conhecido como Seimas. O espaço aéreo sobre o aeroporto de Vilnius também foi fechado por precaução.

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No dia 19 de terça-feira, um avião militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) derrubou um drone que as autoridades acreditam ser ucraniano sobre o território da Estônia. O ministro da Defesa estoniano, Hanno Pevkur, relatou que um caça F-16 da Força Aérea romena foi responsável pela ação. Além disso, Letônia também alertou sobre drones e recomendou que moradores próximos à fronteira russa permanecessem em casa; caças da Polícia Aérea da Otan foram acionados conforme informado pelo Exército letão.

A Ucrânia tem intensificado seus ataques com drones de longo alcance contra alvos na Rússia nos últimos dias, afetando inclusive regiões do Báltico. Desde março, diversas dessas aeronaves invadiram o espaço aéreo de países membros da Otan como Finlândia, Letônia, Lituânia e Estônia, que fazem fronteira com a Rússia. A insatisfação popular gerada por essas incursões levou à renúncia do governo letão na semana passada.

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