quarta-feira, junho 3

China classifica proposta de novas tarifas do governo Trump como uma forma de ‘jogo político

A China desmentiu, na quarta-feira, 3, as alegações feitas pelos Estados Unidos, que sugerem que produtos fabricados no país asiático estariam sendo produzidos com trabalho forçado. Essa resposta ocorreu após o governo do presidente Donald Trump anunciar a intenção de implementar novas tarifas que poderão chegar a 10% sobre as importações provenientes de 60 nações parceiras.

A proposta de tarifas surgiu em decorrência de um relatório elaborado pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que identifica deficiências por parte de vários aliados comerciais, incluindo a China e o Brasil, no combate à presença de mercadorias geradas em condições consideradas inadequadas.

Com base nessas constatações, Washington sugeriu uma sobretaxa adicional de 12,5% em relação a todos os produtos oriundos desses países. Em reação a isso, a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Mao Ning, refutou as acusações, afirmando que elas estão sendo utilizadas como justificativa para impor novas restrições comerciais, em uma tentativa de “manipulação política”.

“Na China, não há trabalho forçado e nos opomos ao uso dessa narrativa como pretexto para ações políticas manipulativas”, afirmou Mao Ning.

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A posição chinesa enfatiza que as questões econômicas devem ser resolvidas por meio de diálogo e colaboração entre as nações. Para Pequim, a adoção de medidas unilaterais e o aumento das barreiras tarifárias são prejudiciais ao comércio global e não oferecem vantagens a nenhum dos envolvidos.

A nova tensão comercial se desenrola poucos dias após a visita oficial de Trump à China. Durante o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, os dois líderes abordaram maneiras de facilitar a entrada de empresas americanas no mercado chinês e fomentar investimentos do país asiático nos Estados Unidos, buscando fortalecer os laços econômicos entre essas duas potências mundiais.

No decorrer das negociações, Trump expressou ter fechado acordos “fantásticos”. O republicano participou de dois dias intensos de reuniões com Xi, visando estabelecer acordos econômicos em áreas como agricultura, aviação e inteligência artificial (IA), além de discutir questões geopolíticas sensíveis como o conflito no Oriente Médio e Taiwan.

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