quinta-feira, agosto 13

BNDES registra lucro de R$ 9,2 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 25%

No primeiro semestre de 2026, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reportou um lucro recorrente de 9,2 bilhões de reais, representando um crescimento de 25% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A divulgação aconteceu em uma nota enviada à mídia nesta quarta-feira, dia 12.

O lucro acumulado nos últimos doze meses foi de 17,1 bilhões de reais. Quando incluídas as alterações da Resolução CMN nº 4.966, o lucro líquido no primeiro semestre ficou em 14,9 bilhões de reais, com um aumento de 12% em relação ao primeiro semestre de 2025.

Entre os efeitos não recorrentes, destacam-se receitas provenientes de dividendos e juros sobre o capital próprio que totalizaram 1,6 bilhão de reais, oriundas da Petrobras e da JBS. O resultado com a venda de ações atingiu 3,9 bilhões de reais, sendo 2,8 bilhões referentes à Petrobras e 0,8 bilhão à Copel. Além disso, houve uma despesa com provisão para risco de crédito no valor de 0,2 bilhão de reais e efeitos líquidos relacionados a tributos.

Os ativos totais do BNDES alcançaram a marca de 1,05 trilhão de reais, enquanto o patrimônio líquido somou 181 bilhões. A taxa de inadimplência acima de noventa dias ficou em apenas 0,05%, bem inferior à média do Sistema Financeiro Nacional que era de 4,68% e 0,66% para grandes empresas em junho deste ano.

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As aprovações para concessão de crédito totalizaram 110,6 bilhões de reais neste semestre, apresentando um crescimento expressivo de 52% em relação ao mesmo período do ano passado. Os setores que mais se destacaram foram infraestrutura (+91%) e agropecuária (+46%), com créditos alcançando respectivamente 46 bilhões e 24,8 bilhões de reais. O comércio e serviços obtiveram aprovações no valor total de 17,3 bilhões (+27%), enquanto a indústria recebeu créditos que somaram 22,5 bilhões (+24%).

No apoio às micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), o BNDES concedeu um total de 108,2 bilhões nos primeiros seis meses deste ano — um aumento significativo de 22% comparado aos 88,8 bilhões registrados em 2025. As garantias oferecidas por fundos garantidores nas operações realizadas por agentes financeiros chegaram a R$43,4 bilhões; as aprovações para crédito foram contabilizadas em R$64,8 bilhões.

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O montante dos desembolsos do BNDES no semestre foi de R$74,8 bilhões — um crescimento robusto de 37% em relação ao mesmo período do ano passado — sinalizando uma continuidade na alta da carteira expandida. As consultas também apresentaram um aumento significativo de 72%, totalizando R$237,7 bilhões se comparadas ao primeiro semestre do ano anterior.

A carteira expandida composta por financiamentos diversos como créditos e debêntures continua sua trajetória ascendente, alcançando R$684 bilhões até o dia 30 de junho deste ano — uma elevação de 3,1% em relação a dezembro do ano passado.

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“Conseguir equilibrar essas condições é bastante incomum: um crescimento constante e acelerado no volume dos créditos aliado a uma rentabilidade que é a segunda maior do setor financeiro”, declarou Aloizio Mercadante, presidente do BNDES.

“Uma instituição completamente pública pode ser gerida com eficiência e produtividade excepcionais. Os colaboradores do BNDES são extremamente qualificados e estão entregando resultados que superam os das demais instituições”, completou Mercadante durante sua apresentação.

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