
O Banco Mundial anunciou nesta quarta-feira, 16, Michael Kremer como seu novo economista-chefe e vice-presidente sênior de Economia do Desenvolvimento. Professor da Universidade de Chicago e vencedor do Nobel de Economia em 2019, ele assume o posto em 1º de outubro.
Kremer substituirá Indermit Gill, que se aposentou no mês passado. Ele será responsável por liderar a agenda de pesquisa, dados e análises econômicas da instituição, que influencia políticas públicas e projetos de desenvolvimento em diferentes países.
Aos 61 anos, o economista é conhecido por aplicar experimentos de campo para testar políticas de combate à pobreza. O trabalho desenvolvido ao lado de Esther Duflo e Abhijit Banerjee rendeu aos três o Nobel de Economia em 2019 por uma abordagem experimental voltada à redução da pobreza global.
Entre os projetos associados ao trabalho de Kremer estão iniciativas de vacinação, saúde escolar e agricultura. Pesquisas lideradas por ele ajudaram a orientar programas de previsão meteorológica e agricultura digital que, segundo o Banco Mundial, alcançaram mais de 50 milhões de pessoas na África e no sul da Ásia.
Kremer chega ao cargo em um momento de pressão sobre países em desenvolvimento, marcado por juros e energia mais caros e redução da ajuda internacional. Segundo a Reuters, a assistência oficial ao desenvolvimento caiu 23% em 2025, a maior retração já registrada. Ele será o primeiro economista a assumir o posto de economista-chefe do Banco Mundial já tendo recebido um Nobel.
