terça-feira, fevereiro 10

O “Super Ano” do Varejo: como marcas estão blindando promoções entre a Copa do Mundo e as Eleições de 2026

Especialistas da Promoboxx detalham o mapa da mina para empresas que buscam lucrar com a euforia do futebol e navegar a polarização política sem riscos jurídicos

O calendário brasileiro de 2026 apresenta um fenômeno raramente visto: o encontro dos dois maiores catalisadores de atenção do país em um curto intervalo de tempo. Com a Copa do Mundo retornando ao horário nobre em junho e as Eleições Gerais em outubro, o mercado de promoções comerciais entra em um regime de “guerra por atenção”. A Promoboxx, consultoria líder em campanhas promocionais, alerta que o sucesso este ano não dependerá apenas de prêmios altos, mas de um planejamento milimétrico entre engajamento e conformidade legal.

Para Pedro Micuci, Head de Comunicação e CVO da Promoboxx, o segredo está em entender o fuso horário emocional do consumidor. Diferente do Catar em 2022, a Copa permite que o comércio pulse em sintonia com os jogos.

“Estamos diante de um ‘Super Ano’. A Copa de 2026 será a Copa da experiência em tempo real. Como os jogos acontecem em horários que favorecem o happy hour e o convívio social no Brasil, as marcas têm uma janela de ouro para o social selling e promoções relâmpago via WhatsApp e Live Commerce. No entanto, o desafio é o custo da mídia: quem não garantir seu espaço agora, será atropelado pelos preços inflacionados que a publicidade política trará logo na sequência, em agosto e setembro”, afirma Micuci.

No entanto, o otimismo das vendas precisa caminhar lado a lado com a segurança jurídica, especialmente em um ano onde a fiscalização sobre sorteios e apostas está mais rigorosa do que nunca. A regulamentação do mercado de “Bets” e a vigilância sobre a transparência em redes sociais mudaram o jogo.

Danilo Raide, sócio fundador e advogado da Promoboxx, destaca que o rigor legal é a única forma de evitar que o sonho da promoção vire um pesadelo jurídico.

“Em ano eleitoral, a zona de sombra entre a promoção comercial e a propaganda política é perigosa. As empresas precisam ser cirúrgicas para não infringir normas da Justiça Eleitoral ao utilizar figuras públicas ou influenciadores que possam ter qualquer vínculo político. Além disso, com as novas taxas de fiscalização e as regras de transparência para sorteios, a conformidade não é mais um detalhe, é o pilar central da campanha. Não há espaço para o amadorismo; o custo de uma promoção mal registrada ou de um sorteio irregular pode ser proibitivo em 2026”, alerta Raide.

Sobre a Promoboxx:

A Promoboxx é uma consultoria especializada em inteligência promocional e legalização de campanhas, unindo criatividade estratégica e segurança jurídica para conectar marcas a consumidores de forma ética e eficiente.