sábado, maio 30

Juliano Cazarré expõe curso voltado para homens e provoca polêmica nas redes sociais

Nas últimas semanas, o ator Juliano Cazarré se tornou o foco de uma intensa discussão nas redes sociais. O estopim desse fervor foi a divulgação do seu novo curso presencial, denominado “O Farol e a Forja”, que é direcionado ao público masculino. O projeto, alvo de críticas especialmente por parte de atrizes e colegas do meio artístico, ganhou mais destaque após Cazarré explicar a finalidade das aulas: ensinar os homens a serem “protetores” e “prestadores de serviços”.

Em sua participação no programa “GloboNews Debate”, que foi ao ar na última terça-feira (12/5), o artista foi questionado sobre o perfil do homem que sua mentoria pretende formar. Ele não hesitou em afirmar que defende a figura do provedor e protetor.

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Juliano CazarréCrédito: Reprodução Instagram @cazarre
Juliano CazarréCrédito: Reprodução Instagram @cazarre
Juliano CazarréCrédito: Reprodução Instagram @cazarre

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“A ideia é formar homens que sirvam. Um homem incapaz de resolver problemas é, por si só, um problema”, afirmou Juliano. Ele enfatizou que o objetivo das palestras é cultivar homens comprometidos com suas famílias, esposas, a sociedade e com Deus, já que o evento possui uma perspectiva católica.

Entretanto, a controvérsia gerada pelo assunto abrange muito mais do que apenas o conteúdo do curso. O ator explicou que sua iniciativa surge em resposta a um movimento que ele acredita ter marginalizado os homens. Para ele, esta é uma conversa com uma geração “esquecida”, que nos últimos 20 anos tem ouvido que a masculinidade é intrinsecamente “tóxica”.

O discurso provocou reações imediatas na bancada e foi contestado pela psicanalista Vera Iaconelli, também presente no programa. Ela apresentou um choque de realidade ao abordar os dados sobre violência de gênero. A especialista ressaltou que o clamor das mulheres não deve ser interpretado como um ataque à masculinidade, mas sim como um apelo por sobrevivência.

“Quando as mulheres pedem ‘parem de nos matar’, não estão dizendo ‘deixem de ser homens’. Elas estão solicitando uma nova forma de ser homem, uma reflexão sobre a masculinidade”, enfatizou a psicanalista.