sexta-feira, junho 5

Mulher de 37 anos simula ser adolescente para buscar adoção com chupeta e caneta emagrecedora

O que parece um enredo cinematográfico ocorreu em Joinville, no Norte de Santa Catarina, onde uma mulher de 37 anos foi presa na última terça-feira (2/6). Ela manteve uma farsa impressionante por mais de um ano ao convencer uma família a adotá-la, alegando ser uma menina de apenas 12 anos.

A trama de mentiras se aprofundou a tal ponto que a golpista, que se apresentou com o nome falso de “Gabriele”, chegou a receber uma festa de aniversário infantil organizada pelos pais adotivos. A situação teve início quando ela procurou uma igreja da região, compartilhando um relato sobre um passado traumático.

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Mulher de 37 anos fingiu ter 12 para ser adotadaCrédito: Polícia Civil Divulgação

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Sem apresentar documentos, ela contou aos membros da igreja que havia fugido do Pará devido a maus-tratos. Sensibilizados pela sua história, os pais adotivos decidiram acolher a suposta criança, estabelecendo um laço afetivo que durou cerca de 14 meses.

Para disfarçar suas características físicas como adulta, a mulher utilizou justificativas convincentes. Afirmava ter autismo e alegava que sua aparência resultava dos tratamentos hormonais excessivos que teria sofrido durante abusos na infância.

Conforme informações da polícia, ela se comportava de maneira extremamente infantilizada: alterava a voz para soar mais aguda, simulava crises noturnas de pânico, exigia atenção constante e até dormia com chupeta, mamadeira e fraldinha.

Ela também usou o suposto medo do “pai abusador” como justificativa para não ser matriculada em escolas, evitando assim expor sua falta de documentação escolar.

Identificação e histórico criminal

A mulher desfrutou até mesmo um quarto decorado com brinquedos infantis e recebeu medicamentos para emagrecimento da família, que acreditava estar cuidando da saúde da pré-adolescente. O esquema foi desmascarado quando um parente começou a suspeitar do comportamento e aparência da “Gabriele”, levando-o a denunciar o caso às autoridades competentes.

As investigações realizadas pela Polícia Civil revelaram sua verdadeira identidade e mostraram que ela não é nova nesse tipo de crime. A mulher já possui registros criminais semelhantes em diversos estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Goiás. Agora, ela enfrentará acusações por falsa identidade e estelionato.