quarta-feira, julho 1

Romário ajusta salário na Copa, aliviando críticas, mas intensifica tensões no PL

O senador Romário (PL-RJ) revelou sua decisão de restituir os salários recebidos enquanto atuou como comentarista nos Estados Unidos durante a Copa do Mundo. A informação foi divulgada em um ofício destinado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e discutida no programa Ponto de Vista, onde o editor José Benedito da Silva e o cientista político Leandro Consentino analisaram as repercussões políticas dessa situação tanto para Romário quanto para o PL (este texto é um resumo do vídeo acima).

Motivação para a devolução do salário

A apresentadora Laísa Dall’Agnol informou que Romário decidiu devolver os valores referentes ao período de 11 de junho a 19 de julho, durante o qual esteve nos Estados Unidos desempenhando funções como comentarista no Mundial.

Em uma videoconferência com o Senado, o senador explicou que preferiu não solicitar licença de seu mandato para estar disponível para votar em uma proposta de emenda à Constituição relacionada à jornada de trabalho conhecida como escala 6×1. Sua posição favorável à proposta também chamou atenção por contrastar com as opiniões de algumas lideranças do PL.

A devolução encerra a controvérsia?

<pJosé Benedito da Silva comentou que a escolha de devolver os salários pode atenuar o desgaste imediato enfrentado por Romário, mas não elimina as discussões em torno do incidente. "Se você não quer polêmica, então não contrate Romário e não o eleja", destacou.

Na visão do editor da VEJA, Romário fez a escolha certa ao anunciar a devolução dos valores. “Acredito que foi uma atitude acertada devolver o salário, pois isso certamente causaria desgaste”, afirmou.

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José Benedito também observou que as potenciais consequências eleitorais são limitadas, considerando que Romário só participará de outra eleição em 2030. “Qualquer impacto eleitoral levará tempo para se manifestar”, comentou.

Impacto sobre a imagem do PL?

Conforme José Benedito, embora Romário tenha pouca ligação política com o partido, o ocorrido afeta a reputação da legenda. “Romário representa um desgaste para o PL, mesmo sendo um senador eleito pela sigla e tendo pouca identificação com ela”, declarou.

O jornalista ressaltou ainda que essa situação evidencia fragilidades nos mecanismos de supervisão das atividades dos parlamentares. “O senador estava atuando como comentarista nos EUA recebendo dinheiro do Senado. Se não tivesse falado sobre devolver, os salários seriam pagos normalmente”, observou. Para ele, tais situações precisam ser corrigidas porque “a população claramente desaprova isso”.

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Implicações para a narrativa bolsonarista

O cientista político Leandro Consentino concordou que as consequências eleitorais diretas para Romário são reduzidas devido à distância até a próxima eleição senatorial. No entanto, ao examinar o episódio sob uma perspectiva mais ampla, ele argumentou que isso enfraquece parte da narrativa construída pelo campo bolsonarista desde 2018.

“Antes havia o discurso sobre ‘família em primeiro lugar’, mas agora vemos a própria família Bolsonaro em conflito. Havia também a ideia de ‘moralização da coisa pública’, e agora observamos uma atitude como a do senador Romário, que viajou e recebeu seus proventos sem solicitar licença”, enfatizou.

Consentino destacou que escândalos envolvendo aliados minam gradualmente a credibilidade dessa narrativa. “Cada um desses incidentes vai corroendo um pouco dessa história e causando um dano geral não apenas ao PL, mas a todo movimento surgido em 2018 com essas bandeiras”, disse ele.

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No fechamento de sua análise, Consentino afirmou: “Esse caso do senador Romário é mais um fator que traz prejuízo à narrativa mais ampla do bolsonarismo”.

VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.

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