
A atriz Mariana Sena encontra-se em um momento extremamente positivo de sua carreira, que ela define como uma verdadeira “fase de colheita”. Atualmente, o público pode vê-la em três produções diferentes quase simultaneamente: a personagem Elenice na novela “Quem Ama Cuida”, Cris na série “Jogada de Risco” e Rose no filme “Antártida”. Este último projeto é especialmente significativo para Mariana, pois marca sua estreia nas telonas. “Estou muito animada por isso. Sempre sonhei em atuar no cinema”, revela a artista em uma entrevista.
Mariana também ressalta a importância de estar atuando ao mesmo tempo na televisão aberta, no streaming e no cinema. “Estou vivendo um momento muito feliz, é realmente uma fase de colheita. São três trabalhos grandiosos e distintos: uma novela que está fazendo sucesso, uma série brasileira com recorde de audiência no Globoplay e um longa-metragem que representa o maior investimento recente dos Estúdios Globo”, declara.
A atriz expressa um significado especial para as oportunidades que têm surgido em sua trajetória profissional. “Estou muito grata por ter a chance de atuar como uma atriz preta, que se dedicou aos estudos e vem de uma realidade diferente. Ter a possibilidade de fazer o que amo e explorar novos caminhos é realmente gratificante”, conta.
Mesmo com as particularidades das personagens Elenice, Cris e Rose, Mariana encontrou um elemento comum entre elas ao refletir sobre seus papéis. Para ela, todas são mulheres que desenvolveram maneiras distintas de sobreviver e conquistar espaços nem sempre favoráveis. “Uma característica que une essas três personagens é sua capacidade de adaptação. Elas são camaleônicas; encontraram formas de viver e enfrentar as situações impostas a elas”, analisa.
No enredo de “Jogada de Risco”, Cris está inserida em um universo predominantemente masculino no futebol. Em contrapartida, Rose, do filme “Antártida”, é uma oficial da Marinha que também precisa se destacar em um ambiente dominado por homens.
Para dar vida à personagem Rose, Mariana investiu tempo em pesquisas sobre a carreira militar, explorando o processo de ingresso na Marinha, assim como a hierarquia e as responsabilidades associadas a cada patente. Além disso, seu trabalho incluiu também aspectos físicos e vocais da personagem.
<p“Realizei uma construção corporal para representar uma mulher que se masculiniza para se adaptar ao ambiente militar, o que trouxe uma certa rigidez ao meu desempenho — como se fosse uma 'casca' necessária para ser respeitada. No trabalho vocal, busquei minimizar minha suavidade habitual para trazer mais verticalidade à voz e precisão nas falas”, explica.
O desafio apresentado por “Antártida” foi único quando comparado aos projetos anteriores. Com exceção da cena final, todo o filme foi gravado em estúdio e utilizou amplamente recursos tecnológicos avançados.
<p“Trabalhamos com tecnologias impressionantes. O maior desafio foi lidar com esses recursos tecnológicos enquanto atuávamos em um ambiente confinado”, relata.
Mariana acredita que o público já reconhece sua versatilidade como atriz, mas prefere aguardar antes de formar uma opinião definitiva sobre como isso será visto pela indústria: “Quanto ao mercado, vou ter essa percepção após o término do meu contrato pós-novela para avaliar se existe realmente esse olhar sobre minha versatilidade e qualidade profissional. No entanto, as respostas do público têm sido bastante positivas”.
Para ela, ser reconhecida pela habilidade de se transformar em mulheres tão diversas seria um indicativo de que essa “fase de colheita” poderia também significar o início de uma nova etapa em sua carreira. “Se o mercado me considera uma atriz versátil e capaz de atender às demandas exigidas, isso representa uma grande conquista profissional”, conclui.
