
A cidade de Nova York decidiu avançar com a proibição das carruagens puxadas por cavalos, um serviço que existe há mais de 150 anos, com a implementação da medida prevista para junho de 2028. A reportagem da Politico, divulgada na terça-feira, 13, indicou que a Câmara Municipal chegou a um consenso com o prefeito democrata Zohran Mamdani para que o projeto de lei seja votado na próxima quinta-feira, dia 22 de outubro.
“A era das carruagens puxadas por cavalos está se encerrando em Nova York. Nossa administração se compromete a proteger tanto os trabalhadores quanto os proprietários, assim como garantir o bem-estar dos animais envolvidos”, afirmou Mamdani em uma publicação no X (antigo Twitter).
A proposta ganhou destaque após a trágica morte de um jovem turista indiano de 18 anos, Romanch Mahajan, que perdeu a vida em um acidente envolvendo uma charrete no Central Park. Segundo informações da polícia local, ele estava acompanhado por outros três passageiros quando o cavalo saiu do controle do cocheiro e galopou descontroladamente, resultando na queda do grupo.
Além disso, aumentam as preocupações relacionadas ao tratamento considerado “desumano” dos cavalos. Organizações defensoras dos direitos dos animais, como a PETA, têm pressionado pela aprovação da Lei Ryder, que propõe o fim gradual dos passeios com charretes na cidade. Esta demanda ganhou força após um incidente onde um cavalo faleceu no parque ao ingerir uma planta tóxica.
“As charretes puxadas por cavalos são parte da história de Nova York há muito tempo. No entanto, em um Central Park cada vez mais lotado, essa tradição se tornou um risco crescente à segurança pública”, declarou Julie Menin, presidente do Conselho Municipal de Nova York, em uma nota enviada à BBC.
A proposta legislativa foi batizada de Lei Romanch, em homenagem ao adolescente falecido, e conta com o respaldo da maioria dos membros do conselho municipal, conforme informado por um porta-voz de Menin.
Preocupações entre os trabalhadores
A legislação enfrenta resistência por parte do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes, que representa cerca de 300 condutores e proprietários de charretes. O sindicato argumenta que os animais são tratados adequadamente e que o setor proporciona emprego para centenas de pessoas.
O gabinete do prefeito Mamdani informou que ele está desenvolvendo um plano para apoiar aqueles que atuam no ramo das charretes, prevendo oportunidades de trabalho alternativas, capacitação profissional e compensação financeira.
“Estamos trabalhando em colaboração estreita com a Câmara Municipal, representantes sindicais, cocheiros, defensores dos direitos dos animais e líderes comunitários para assegurar uma transição justa que proteja os trabalhadores enquanto eliminamos as charretes puxadas por cavalos no Central Park”, disse um representante do líder democrata.
