quarta-feira, fevereiro 11

O Poder da Autonomia: O Método que Está Transformando Empreendedores em Estrategistas e o exemplo de Anderson Sandrin.

Por: Samantha Di Khali

À medida que o ambiente empresarial brasileiro se torna mais competitivo e exige estruturas mais profissionais, um movimento silencioso vem ganhando força entre empreendedores de diferentes setores. Trata-se de uma mudança de mentalidade que abandona o modelo centralizador, aquele em que tudo depende do fundador e adota um novo paradigma: negócios capazes de funcionar sozinhos, ancorados em equipes bem treinadas, processos claros e autonomia operacional.

Longe de ser tendência passageira, essa abordagem vem se consolidando como resposta às demandas de um mercado que cobra constância, velocidade e experiência uniforme, independentemente de quem esteja no comando. E, no centro dessa transformação, está uma convicção compartilhada por líderes que vêm se destacando no cenário nacional: a padronização e o treinamento não são acessórios, são a espinha dorsal do crescimento sustentável.

Empreendedores que adotam essa filosofia partiram de uma constatação simples, mas decisiva: qualidade não é fruto de improviso, mas de repetição disciplinada. Em vez de confiar na memória, na intuição ou no “bom senso” de cada membro da equipe, esses líderes investem em manuais, procedimentos operacionais padronizados e rotinas detalhadas e capacitações contínuas.

O treinamento deixa de ser uma formalidade e passa a ser estratégia de negócio.

É essa previsibilidade que permite expansão, abertura de novas unidades e até modelos de franquias. Negócios desenhados com base em processos, e não em pessoas, tornam-se mais resistentes a imprevistos e menos vulneráveis à ausência do dono.

Entre os empresários que incorporam esse raciocínio está Anderson Sandrin, nome conhecido no setor automotivo e reconhecido pela condução de operações com ênfase em eficiência, indicadores de performance e cultura de alta entrega. Ele é fundador e sócio de diversas empresas no segmento automotivo — entre elas Speed Motors Store / Ayron Veículos , ARS3 Veículos e Cronos Auto Center.

Seu modelo de gestão ilustra, com clareza, o que define esse novo perfil de empreendedor. Sandrin é defensor de sistemas operacionais sólidos, equipes treinadas para tomar decisões dentro de limites estruturados e processos que garantem a mesma experiência ao cliente, esteja ele presente na unidade ou não.

“O dono tem que estar onde as decisões estratégicas estão, não onde os processos que já deveriam estar funcionando sozinhos”, explica Sandrin.

Segundo ele, o segredo está em “ensinar tanto, repetidamente, tão bem e tão claramente” que o time opere com fluidez, segurança e alinhamento.

“Eu gosto de acompanhar indicadores. Eles me dizem onde mexer, onde melhorar, onde estamos indo bem. Quando o processo está funcionando, a operação roda sozinha.”

Essa visão, compartilhada por líderes que buscam autonomia operacional, contraria um mito ainda comum no empreendedorismo brasileiro: o de que o dono precisa estar em todos os lugares ao mesmo tempo. Ao adotar práticas baseadas em treinamento estruturado e métricas claras, Sandrin demonstra que o controle não está na presença física, mas na construção de um modelo gerencial robusto.

Para os empreendedores, surge um benefício que há anos parece inalcançável: O tempo. Tempo para pensar estrategicamente, para buscar novos mercados, para negociar parcerias e para liderar o crescimento — em vez de apagar incêndios diários.

A nova fronteira da gestão no Brasil

Essa mudança de mentalidade aponta para um futuro no qual o empreendedor brasileiro, historicamente sobrecarregado, começa a compreender que sua força não está em ser indispensável na operação, mas em projetar um sistema que funcione sem depender dele.

Ao lado de outros líderes que compartilham dessa visão, Anderson Sandrin representa a consolidação desse movimento, que combina profissionalização, autonomia e cultura de alta performance. Um modelo que não apenas fortalece empresas, mas redefine o papel do empreendedor moderno.

Negócios que caminham sozinhos não surgem por acaso — são construídos. E é justamente nessa construção que está a nova fronteira da gestão empresarial.

“Nenhuma empresa cresce porque o dono trabalha sem parar. Cresce porque existe um método que funciona mesmo quando ele não está.” – Anderson Sandrin