A atuação de Alana Cabral impressiona ao encarnar a dor de Joélly em “Três Graças”
Em meio aos grandes embates e vilões expansivos de "Três Graças", há uma atuação que impressiona justamente pelo caminho oposto: o da contenção. Alana Cabral, como a jovem Joélly, assumiu um dos papéis mais difíceis da novela e tem entregado um trabalho de maturidade rara.
Joélly não vive um drama isolado. Ela atravessa uma sequência de violências emocionais que exigem da atriz um nível de entrega constante: a gravidez precoce aos 15 anos, a pressão para abrir mão da própria filha, o parto clandestino, a manipulação, o roubo do bebê. É uma espiral de acontecimentos pesados, que facilmente poderiam escorregar para o exagero melodramático.
Alana, no entanto, escolhe outro caminho. O que chama atenção é o controle, já que o sofrimento de Joélly não vem em gritos desmedidos, mas em silêncio. ...

