sexta-feira, fevereiro 13

Cidadão britânico cria oásis verde nas Seychelles ao plantar 16 mil árvores em ilha remota

Em 1962, o britânico Brendon Grimshaw desembarcou na Île Moyenne, uma pequena ilha do arquipélago das Seychelles praticamente abandonada, e iniciou um projeto de restauração ambiental que perduraria por cinco décadas. Ao adquirir a área, composta por solo erodido e quase sem vegetação, ele decidiu dedicar sua vida à recuperação do ecossistema local em vez de buscar lucro.

Início da recuperação ambiental

Logo após a compra, Grimshaw identificou a necessidade de fortalecer o solo degradado e atrair a fauna nativa. Com o apoio do amigo René Antoine Lafortune, ele começou um trabalho manual intenso: analisou as características do terreno, aplicou técnicas de reflorestamento e organizou o plantio estratégico das espécies mais adequadas ao clima tropical.

Nos primeiros anos, as condições adversas exigiram paciência e adaptações constantes. A falta de chuva em períodos prolongados e o solo pobre em nutrientes obrigaram a utilização de métodos simples, porém eficazes, como adubação natural e irrigação localizada.

Plantio de 16.000 árvores

Ao longo de várias décadas, Grimshaw plantou cerca de 16.000 árvores de palmeiras e outras espécies nativas. A seleção contemplou espécies que ajudassem a restaurar a estrutura do solo e atraíssem insetos, aves e pequenos mamíferos, criando um ciclo regenerativo. Conforme as plantas se firmavam, a umidade retida no solo aumentava e permitia a incorporação de novas espécies de arbustos e cipós.

O crescente mosaico verde transformou a ilha em um santuário, capaz de abrigar animais antes ausentes. Dentre os beneficiados, destacam-se as tartarugas-gigantes das Seychelles, que encontraram na ilha um refúgio seguro para reprodução.

Recusa de ofertas milionárias

Com a visibilidade do projeto, surgiram propostas para comprar a ilha por valores que poderiam tornar Grimshaw bilionário. Ele rejeitou todas as ofertas oficiais, alegando que a venda colocaria em risco o equilíbrio ambiental conquistado e abriria espaço para turismo predatório ou empreendimentos imobiliários.

Imagem: Divulgação

Legado e preservação atual

Brendon permaneceu na ilha até sua morte, em 2012. Após seu falecimento, o governo das Seychelles integrou Île Moyenne ao Parque Nacional Marinho, garantindo proteção legal a todo o território. Seu trabalho é hoje referência para iniciativas de restauração ecológica e inspira conservação em outras regiões costeiras.

O legado de Grimshaw permanece vivo na fauna e na flora da ilha, comprovando que investimentos em preservação podem gerar resultados duradouros.

Com informações de Fatosdesconhecidos

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