
Hugo Motta, atual presidente da Câmara, desempenhou um papel crucial na articulação que resultou em uma derrota significativa para os bolsonaristas no Conselho de Ética.
O colegiado, sob a liderança de Fabio Schiochet, decidiu ontem pela suspensão dos mandatos dos deputados Marcel Van Hattem (Novo), Marcos Pollon (PL) e Zé Trovão (PL) por um período de dois meses.
Esses parlamentares foram penalizados devido à sua participação em um motim que paralisou o funcionamento da Casa por 30 horas em agosto do ano anterior.
Segundo informações provenientes do Republicanos, partido ao qual Motta é filiado, sua atuação teve como objetivo assegurar um resultado desfavorável aos principais envolvidos na rebelião, com um placar expressivo.
A omissão de punição seria vista como uma desmoralização para Motta, que ficou impossibilitado de ocupar sua cadeira por mais de 24 horas durante a crise.
Além disso, o presidente da Câmara adiou o início da ordem do dia no plenário para assegurar que as representações fossem analisadas pelo Conselho de Ética.
Os parlamentares agora têm a possibilidade de recorrer à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), embora seja esperado que esses questionamentos sejam rejeitados. Após esse passo, o processo deve ser submetido à votação no plenário da Casa.
