quarta-feira, maio 13

Decisão da União Europeia pode gerar prejuízo de até US$ 2 bilhões para o setor agro brasileiro

O Brasil foi excluído da lista de países que atendem integralmente as exigências sanitárias para a exportação de produtos de origem animal, como carnes, segundo uma decisão da União Europeia. Publicada nesta quarta-feira (13), essa medida pode ameaçar cerca de 2 bilhões de dólares em vendas brasileiras ao mercado europeu.

A nova diretriz começará a vigor a partir de 3 de setembro e atinge nações que, conforme a avaliação da UE, não garantiram adequadamente a conformidade com os padrões sanitários exigidos.

Para o Brasil, a principal preocupação está relacionada ao uso de antimicrobianos na pecuária. As autoridades europeias afirmam que o país não conseguiu demonstrar de maneira convincente que esses medicamentos não são administrados aos animais destinados à exportação. A União Europeia impõe regras rigorosas sobre o uso desses fármacos em tratamentos veterinários.

O efeito potencial dessa situação no agronegócio brasileiro é significativo. Dados do Agrostat, plataforma do Ministério da Agricultura, indicam que a União Europeia importou mais de 368 mil toneladas de produtos brasileiros de origem animal em 2025, o que gerou um volume financeiro aproximado de 1,8 bilhão de dólares.

Essa decisão surge em um contexto crítico das relações comerciais entre o Mercosul e a União Europeia. O anúncio foi feito apenas 12 dias após o progresso nas negociações do acordo de livre comércio entre os blocos, que enfrenta forte resistência por parte dos agricultores europeus, especialmente na França, onde ocorreram protestos e manifestações contra a importação de produtos agrícolas da América do Sul.

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Conforme informações divulgadas pelo g1, Luis Rua, secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, declarou que o governo brasileiro planeja responder às indagações da União Europeia em um prazo de até duas semanas, buscando regularizar a situação e mitigar impactos adicionais sobre as exportações.

Esse episódio destaca a crescente pressão sobre o agronegócio brasileiro em relação à rastreabilidade, sustentabilidade e normas sanitárias internacionais, temas que estão se tornando cada vez mais relevantes nas negociações comerciais globais.

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