
Uma recente pesquisa realizada pela Genial/Quaest, divulgada na quarta-feira, dia 10, acendeu um alerta na pré-campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O estudo não apenas revelou uma queda nas intenções de voto para o parlamentar, mas também indicou um aumento na sua rejeição, fato que vem sendo monitorado atentamente por consultores políticos e que pode complicar suas aspirações de alcançar o Palácio do Planalto em 2026 (este texto é um resumo do vídeo acima).
O assunto foi abordado no programa Ponto de Vista, com apresentação de Laísa Dall’Agnol. Durante a conversa, Guilherme Russo, diretor de Inteligência da Quaest, destacou que a principal mudança observada nas últimas semanas diz respeito à deterioração da imagem do senador entre os eleitores que não se alinham nem com o lulismo nem com o bolsonarismo.
Mudanças na percepção sobre Flávio Bolsonaro
A pesquisa revelou que 56% dos participantes conhecem Flávio Bolsonaro e afirmam que não votariam nele. Esse índice representa a maior taxa de rejeição registrada pelo senador nas últimas análises do instituto. Segundo Russo, essa elevação está relacionada ao noticiário desfavorável enfrentado pelo político desde a divulgação dos áudios envolvendo Daniel Vorcaro e as revelações sobre o Banco Master. “O que mais impressiona é o aumento da rejeição, especialmente entre os eleitores independentes”, comentou.
Os dados mostram que esse desgaste ultrapassou apenas os índices de imagem. No cenário principal para o primeiro turno, Lula permanece com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio caiu para 29%. Em abril, ambos estavam em uma situação mais equilibrada.
A relevância dos eleitores independentes
A pesquisa destaca uma mudança significativa entre os eleitores independentes, considerados cruciais em eleições nacionais. Neste grupo, Lula subiu de 26% para 37% desde abril, enquanto Flávio viu sua taxa despencar de 33% para 24%.
Russo avaliou que esse segmento representa cerca de um terço do eleitorado brasileiro e frequentemente decide eleições apertadas. “O eleitor independente é quem determina os resultados; não são os extremos da esquerda ou da direita”, afirmou durante a transmissão.
A diminuição do apoio dos independentes ajuda a explicar por que Flávio tem encontrado dificuldades para recuperar seu espaço perdido recentemente, mesmo mantendo uma liderança consolidada entre os conservadores.
Escândalos ainda influenciam a percepção pública?
Os dados da Quaest sugerem que sim. A pesquisa mostra que 58% dos entrevistados suspeitam que Flávio pode estar ocultando algum envolvimento irregular no caso do Banco Master. Além disso, 62% acreditam que o senador já tinha conhecimento das suspeitas antes de serem tornadas públicas.
Russo ponderou que casos relacionados à corrupção tendem a afetar as eleições quando permanecem em pauta e geram novos desdobramentos. A avaliação indica que esse tema ainda está presente na mente dos eleitores e continua impactando a forma como veem o pré-candidato do PL.
A direita possui alternativas viáveis?
Apesar das dificuldades enfrentadas por Flávio, a pesquisa indica que não há ainda uma alternativa competitiva dentro da direita capaz de desafiar a polarização vigente. Outros pré-candidatos como Ronaldo Caiado (PSD), Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) estão muito distantes dos dois líderes nas intenções de voto.
Esse contexto ajuda a entender por que muitos eleitores insatisfeitos com Flávio acabaram não optando por outros candidatos; ao invés disso, muitos têm se tornado indecisos ou optado por votos brancos e nulos.
Perspectivas para 2026
A nova rodada da Quaest reafirma uma tendência observada desde maio: Lula vive um momento de recuperação política enquanto Flávio Bolsonaro enfrenta desafios significativos em sua pré-campanha.
Neste cenário polarizado, mesmo com sua queda nas intenções de voto, o senador continua sendo uma figura central entre os opositores e se mantém como principal concorrente ao presidente nas simulações para primeiro e segundo turno.
Um ponto crucial para o círculo próximo a Flávio não é apenas a perda de votos; é o aumento da rejeição entre os eleitores independentes — um grupo historicamente determinante nas eleições presidenciais.
VEJA+IA: Este texto resume um trecho do programa audiovisual Ponto de Vista (confira o vídeo acima). Conteúdo produzido com auxílio de inteligência artificial e supervisão humana.
