quarta-feira, junho 10

Trump justifica restrições migratórias após polêmicas sobre vistos para o Mundial

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou nesta quarta-feira, 10, em resposta às críticas sobre os efeitos das severas políticas de imigração de sua administração na chegada de turistas e delegações internacionais para a Copa do Mundo.

“Estamos nos esforçando para assegurar que as pessoas adequadas entrem”, declarou Trump ao se referir às medidas restritivas de imigração.

A manifestação do presidente ocorre logo após um apelo da Organização das Nações Unidas (ONU), que solicitou aos Estados Unidos a reconsideração de suas práticas migratórias durante o evento esportivo.

“Espero que reavaliem atentamente como as políticas de controle da imigração impactam os direitos humanos e a dignidade das pessoas. Especialmente agora, com a aproximação da Copa do Mundo, é fundamental que revisitemos essas diretrizes que têm prevalecido, especialmente nos Estados Unidos”, declarou Volker Türk, alto comissário da ONU para os Direitos Humanos. Sua fala ocorreu após torcedores, um árbitro e dirigentes serem barrados na entrada dos EUA para a competição.

No dia anterior, 9 de outubro, o Congresso americano sancionou um projeto de lei no valor de US$ 70 bilhões (equivalente a R$ 362 bilhões) destinado ao fortalecimento das ações de fiscalização, detenção e deportação de imigrantes. Esse montante será direcionado principalmente ao Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) e à Patrulha da Fronteira dos Estados Unidos (CBP).

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Recepção rigorosa

Na segunda-feira, durante sua chegada ao aeroporto de Raleigh, na Carolina do Norte, os integrantes da seleção do Senegal passaram por uma revista na pista. A equipe informou que o procedimento visava facilitar o embarque em um voo privado, evitando o contato com as áreas comuns do aeroporto.

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Na mesma ocasião, o árbitro Omar Abdulkadir Artan teve sua entrada negada nos Estados Unidos e foi retirado da Copa do Mundo. Ele havia sido escolhido pela Fifa para integrar a equipe de arbitragem do torneio e seria o primeiro somali a apitar partidas em uma Copa. Em 2025, foi reconhecido como o melhor árbitro masculino da África.

+ Após ser barrado nos EUA, árbitro da Copa é recebido por multidão na Somália; veja vídeo

A decisão das autoridades norte-americanas gerou repercussões negativas em nível internacional e levantou questionamentos sobre a capacidade dos Estados Unidos em sediar o torneio. A Somália está entre cerca de 40 países afetados pelas novas restrições impostas pelo governo Trump em sua política anti-imigração.

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A seleção da Bélgica, também enfrentou verificações severas com detectores de metal ao desembarcar em Chicago nesta terça-feira. Na mesma cidade, a seleção do Uzbequistão foi recebida com cães farejadores ao chegar para um amistoso contra a Holanda.

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