quarta-feira, junho 24

Raphinha em foco: especialistas destacam a importância da ética digital após rumores de débitos

Recentemente, Raphinha se viu no centro de especulações a respeito de uma suposta crise financeira e familiar. O ex-jogador Vampeta, que conquistou o título mundial em 2002, fez uma afirmação em um podcast, sugerindo que o atleta da Seleção Brasileira estaria passando por dificuldades fora dos gramados. Rapidamente, o jogador desmentiu tais rumores, garantindo que a história era infundada. Em resposta à polêmica, o portal LeoDias buscou a opinião de especialistas que ressaltaram a relevância da responsabilidade nas redes sociais ao disseminar fake news, algo que pode ser considerado crime.

A psicóloga clínica Andréia Batista discutiu os efeitos psicológicos provocados pela divulgação deliberada de informações falsas. Segundo ela, “o impacto vai além da informação errônea em si; há também o desgaste emocional de lidar com narrativas criadas por outras pessoas. Quando uma pessoa se vê forçada a desmentir rumores ou defender sua reputação publicamente, isso gera um grande estresse emocional. A sensação de estar perdendo o controle sobre sua própria história pode ocasionar ansiedade, frustração e um sentimento de impotência”, afirmou.

Veja as fotos

Raphinha durante treino com a Seleção BrasileiraCrédito: Instagram/@raphinha
Natalia Belioli, Raphinha e filhoCrédito: Reprodução Instagram @taia_belloli
Raphinha, jogador do Barcelona e da Seleção BrasileiraCrédito: Reprodução Cordon Press
Raphinha, jogador do Barcelona e da Seleção BrasileiraCrédito: Reprodução Instagram

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A profissional ainda enfatizou que as mentiras repetidas podem levar à desinformação coletiva: “Segundo estudos da psicologia social, quanto mais uma informação é veiculada, maior é a familiaridade que ela cria. Isso pode fazer com que as pessoas passem a acreditar nela como verdadeira mesmo sem provas concretas. Assim, os rumores podem continuar causando repercussões emocionais e sociais mesmo após terem sido desmentidos”, acrescentou.

O advogado Daniel Blanck destacou que a divulgação de informações falsas pode acarretar penalidades conforme previsto no Código Penal. Ele lembrou que embora a Constituição Federal defenda a liberdade de expressão, esse direito não é absoluto. O artigo 5º assegura também o direito à reparação por danos morais e patrimoniais resultantes de ofensas à honra ou imagem das pessoas.

“Os administradores de perfis nas redes são responsáveis pelo conteúdo que publicam. A defesa de que apenas compartilham relatos alheios não exime essa responsabilidade; quem decide divulgar determinado conteúdo acaba validando sua circulação”, esclareceu Blanck.

O jurista ainda mencionou que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considera que a falta de cuidado na checagem das informações antes da publicação pode configurar dano moral. “Em situações como esta, ações judiciais adequadas podem incluir pedidos para remoção imediata do conteúdo difamatório juntamente com indenizações por danos morais ou materiais, além da possibilidade de notificações extrajudiciais para documentar inércia ou recusa do responsável”, explicou.

A resposta pública do atleta alertando sobre os perigos da propagação de boatos sem verificação é não apenas válida como também estratégica sob o ponto de vista jurídico. Essa atitude ajuda a evidenciar a falsidade do rumor e os danos causados à sua imagem pessoal. Nas plataformas digitais, engajamento não equivale à verdade; isso amplifica os prejuízos enfrentados pelas vítimas”, concluiu Blanck.