
Conflitos políticos e familiares em evidência marcam o cenário da Ceará, que agora se prepara para um novo capítulo nesse contexto. Nas eleições de 2026, os irmãos Ciro Gomes (PSDB) e Cid Gomes (PSB) estarão em palanques opostos.
Ciro disputará a liderança do governo do estado, utilizando uma chapa composta por representantes do União Brasil e do PL, formados majoritariamente por aliados da direita. Por outro lado, Cid almeja a reeleição para o Senado, unindo-se ao grupo político liderado pelo atual governador, Elmano de Freitas (PT).
Segundo informações de Cid Gomes, essa decisão foi tomada após um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que solicitou que ele se unisse ao movimento político para reforçar a candidatura de Elmano contra Ciro. Atualmente, os irmãos Gomes são figuras proeminentes na política cearense, e o apoio de um deles é considerado crucial em um pleito eleitoral — especialmente agora que Ciro aparece à frente em diversas pesquisas, com possibilidades até de vencer no primeiro turno.
“Atendendo ao pedido do presidente, ficou decidido que o senador Cid Gomes irá concorrer à reeleição. O deputado Júnior Mano será seu primeiro suplente. Este projeto visa continuar o progresso do nosso Ceará e proporcionar muitas oportunidades aos cearenses. Estamos juntos com Lula e Elmano por um Ceará e Brasil mais robustos”, declarou Elmano em suas redes sociais. Em outra ocasião, Cid afirmou: “O presidente me fez um apelo. Sou um soldado do partido”.
A rivalidade entre os irmãos não é uma novidade, mas foi oficialmente confirmada nesta terça-feira, dia 14, após uma reunião da base petista cearense com Lula em Brasília. Anteriormente, quando Ciro foi mencionado como candidato à Presidência pelo PSDB, Cid já havia manifestado sua preferência por esse cenário para evitar votar contra seu irmão ou se envolver em uma chapa adversária.
Apesar das declarações anteriores indicando que não buscaria a reeleição (completando oito anos de mandato em 2026), Cid havia rompido com Ciro em 2022 ao decidir apoiar Lula em vez da candidatura de seu irmão. Ele expressou anteriormente seu desinteresse em reavivar conflitos familiares oriundos da política.
O PT está no poder no Ceará há quase doze anos e enfrenta pela primeira vez uma possibilidade real de perder o controle sobre o estado. Até este momento, a segunda vaga para o Senado na chapa ainda permanece indefinida.
