quarta-feira, maio 13

UE aumenta importações de gás russo a níveis históricos, mesmo em meio ao conflito na Ucrânia

A importação de gás natural liquefeito (GNL) da Rússia pela União Europeia (UE) alcançou um marco histórico desde a invasão da Rússia à Ucrânia, em 2022. Essa informação foi revelada em um relatório do Instituto de Economia Energética e Análise Financeira (IEEFA), divulgado na quarta-feira, 13.

No primeiro trimestre de 2023, as importações aumentaram em 16% comparadas ao mesmo período do ano anterior, com destaque para os países França, Espanha e Bélgica. Durante esses três meses, as importações totalizaram 6,9 bilhões de metros cúbicos, o maior volume registrado desde 2022. Em abril, essa tendência continuou, com um crescimento de 17% nas importações do GNL russo em relação ao ano anterior.

No primeiro trimestre de 2026, a França se destacou como o maior importador de GNL russo entre os países europeus, alcançando um recorde em janeiro, conforme indicado pelo estudo.

O relatório ainda ressalta a crescente dependência da Europa em relação ao gás russo diante da crise energética exacerbada pela guerra no Oriente Médio, que impactou o fornecimento global de hidrocarbonetos.

Conflito na Ucrânia

Antes da invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022, a Rússia era responsável por cerca de 45% das importações de gás da UE. Desde então, o bloco tem aumentado suas compras de GNL para diminuir sua histórica dependência do gás russo e enfraquecer economicamente Moscou, em meio a um conflito que resultou em inúmeras mortes e deslocamentos forçados.

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No ano passado, a União Europeia formalizou um plano para eliminar gradualmente as importações de gás natural russo até o final de 2027. O acordo prevê que as compras de GNL sejam encerradas até dezembro de 2026, enquanto as importações por gasodutos terão seu término definitivo programado para setembro de 2027. Apesar disso, a Rússia ainda ocupa a posição de segundo maior fornecedor de GNL para a UE.

A Europa também intensificou suas importações de gás natural liquefeito dos Estados Unidos, especialmente após o início do conflito contra o Irã. O IEEFA aponta que o mercado americano está “a caminho de se tornar o principal fornecedor de gás do continente até 2026”.

A Noruega, por sua vez, se mantém como o maior fornecedor da União Europeia no primeiro trimestre deste ano, com uma participação de 31%, seguida pelos Estados Unidos com 28% e pela Rússia com 14%, segundo dados do bloco.

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