quarta-feira, junho 10

Infantino retratado como marionete de Trump em capa de periódico francês

Na edição mais recente do L’Équipe, publicada nesta quarta-feira, 10, Gianni Infantino, o presidente da Fifa, foi retratado como um marionete de Donald Trump, o presidente dos Estados Unidos. O renomado jornal esportivo francês criticou as políticas de imigração do país americano e ressaltou diversas controvérsias recentes que envolveram seleções, jogadores e árbitros.

A reportagem da capa do L’Équipe abordou a situação de Omar Abdulkadir Artan, árbitro somali que foi barrado de entrar nos Estados Unidos para a Copa do Mundo de 2026. Reconhecido como o melhor árbitro africano em 2025 e designado pela Fifa para atuar no torneio mundial de futebol. Após passar por uma longa entrevista de onze horas com as autoridades de imigração norte-americanas, ele foi impedido de entrar no país. Ao voltar para sua terra natal, foi recebido como um herói.

Outras polêmicas

Diversos incidentes envolvendo as diretrizes migratórias dos Estados Unidos também foram destacados na mídia internacional. No caso da seleção iraquiana, dois integrantes da equipe – incluindo um jogador – enfrentaram problemas na imigração. O atleta Aymen Hussein ficou detido por cerca de sete horas antes de conseguir acessar o território americano. Além disso, um fotógrafo da delegação teve seu visto negado ao chegar e foi deportado.

A seleção iraniana também enfrentou dificuldades com o governo americano antes do início da Copa do Mundo. A base da equipe está localizada em Tijuana, no México,e inicialmente foi informado que eles poderiam entrar nos EUA apenas nos dias das partidas e deveriam deixar o país logo após os jogos. No entanto, a administração Trump permitiu que a seleção iraniana permanecesse por até trinta e seis horas antes dos jogos programados.

No dia nove deste mês, novas situações chamaram a atenção da imprensa quando autoridades americanas submeteram o time do Senegal a uma revista rigorosa logo após desembarcar do avião. Essa abordagem não havia sido aplicada a nenhuma outra seleção até aquele momento. Da mesma forma, o Uzbequistão passou por uma inspeção rigorosa realizada por policiais antes de participar de um amistoso.

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