quarta-feira, junho 24

Ministro da Defesa afirma que Israel manterá suas tropas no Líbano, mesmo sob pressão dos EUA

Nesta quarta-feira, 24, o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) não têm planos de retirar suas tropas do sul do Líbano, mesmo que haja exigências por parte dos Estados Unidos.

Katz enfatizou a gravidade da situação ao comentar sobre os 200 mil libaneses que foram forçados a evacuar suas casas. Durante o evento Muni Expo em Tel Aviv, ele mencionou: “O que ocorreu no passado em áreas de segurança, onde havia civis, resultou em ataques com bombas à beira da estrada e emboscadas contra nossos soldados. Portanto, não permitiremos que isso se repita”, acrescentando que essa decisão se manterá mesmo diante de pressões dos EUA.

A fala do ministro ilustra um novo ponto de tensão nas relações entre Israel e a administração do presidente Donald Trump, que já havia criticado a postura dos líderes israelenses em relação ao Líbano. Trump sugeriu que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu deveria adotar uma abordagem mais responsável nas tratativas com o Hezbollah, grupo paramilitar sustentado pelo Irã.

Cessar-fogo instável

Embora um cessar-fogo tenha sido formalmente estabelecido na última sexta-feira, após negociações mediadas pelos EUA, as hostilidades ainda persistem. Desde o anúncio da trégua, novas trocas de fogo têm ocorrido.

No dia 23, o Exército israelense informou ter disparado contra “terroristas armados” no sul do Líbano, marcando o primeiro incidente desde a implementação da trégua tensa iniciada no sábado anterior.

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O último ataque aéreo israelense no território libanês ocorreu no sábado, dia 20, antes do início das negociações na Suíça entre Washington e Teerã para buscar soluções para o conflito no Oriente Médio.

A pedido do Irã, um acordo provisório assinado na semana passada estipula que os EUA e seus aliados devem promover um fim imediato e duradouro das operações militares em todas as frentes da guerra no Oriente Médio, incluindo o Líbano.

No encerramento das primeiras discussões entre os Estados Unidos e o Irã, mediadas por representantes do Paquistão e do Catar na Suíça, foi divulgada uma declaração conjunta afirmando a criação de uma “célula de desconflito” com o objetivo de assegurar o cumprimento do cessar-fogo no Líbano.

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<pApesar disso, Netanyahu afirmou na segunda-feira que as Forças Armadas de Israel têm plena liberdade para responder a qualquer ameaça iminente ou direta proveniente do Hezbollah contra suas tropas ou cidadãos israelenses. Ele também destacou que as forças permanecerão no Líbano pelo período necessário.

Desde que o Hezbollah começou a disparar contra Israel em apoio ao Irã em 2 de março, os ataques retaliatórios resultaram na morte de 4.192 pessoas no Líbano, incluindo mais de 770 mulheres, crianças e profissionais da saúde. O Ministério da Saúde local não especificou quantos desses mortos eram combatentes.

Além disso, cerca de 1,2 milhão de libaneses foram obrigados a deixar suas residências devido ao conflito.

No lado israelense, os ataques do Hezbollah levaram à morte de pelo menos 32 soldados e quatro civis.

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