quarta-feira, abril 15

FMI exalta Milei e sugere liberação de US$ 1 bilhão para a Argentina

Analistas do Fundo Monetário Internacional (FMI) sugeriram o envio de uma nova tranche de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 4,99 bilhões, com a cotação atual) à Argentina, elogiando a saúde das finanças públicas do país.

Esse desembolso faz parte do Acordo de Facilidades Estendidas (EFF, na sigla em inglês), aprovado há um ano com um total de US$ 20 bilhões (R$ 99,8 bilhões) e precisa agora da aprovação do diretório do FMI.

Os especialistas enfatizaram que “o progresso nas políticas econômicas se intensificou recentemente, especialmente com a aprovação do Orçamento de 2026 e de uma legislação crucial para reformas”.

Afirmaram ainda que os avanços na estabilidade financeira são “notáveis”, possibilitando discussões sobre um novo “pacote de políticas robusto e equilibrado” que visa consolidar a desinflação, a estabilidade externa e promover o crescimento econômico.

Austeridade sob Milei

A administração ultraliberal de Javier Milei implementou um severo ajuste fiscal, alvo de críticas por parte da oposição e sindicatos, mas que conseguiu conter a hiperinflação, um dos principais desafios macroeconômicos enfrentados pelo país nos últimos anos.

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No ano passado, a Argentina registrou superávit em suas contas públicas e, aproveitando sua maioria nas eleições legislativas, tem avançado em reformas trabalhistas, apesar das manifestações populares.

O FMI destacou que “as reservas internacionais líquidas devem aumentar em pelo menos US$ 8 bilhões (R$ 39,9 bilhões) até 2026”.

A Argentina também reentrou nos mercados internacionais de dívida em dezembro passado ao emitir títulos em moeda estrangeira após mais de sete anos fora desse mercado.

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O país já enfrentou várias situações de default, incluindo duas neste século: uma em 2001, durante uma crise social que resultou na morte de 39 pessoas, e outra em 2020, no contexto da pandemia.

As relações entre a Argentina e o FMI foram marcadas por dificuldades ao longo das últimas duas décadas, caracterizadas por longas negociações para saldar dívidas pendentes.

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