
Nesta quarta-feira, 2, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, propôs que o Estreito de Ormuz fosse renomeado em sua honra, destacando o local como um dos principais pontos de tensão na sua adversidade com o Irã.
Em uma postagem na rede social Truth Social, Trump escreveu: “Agora que temos o controle sobre os Estados Unidos, deveríamos mudar o nome do Estreito de Ormuz para ESTREITO TRUMP????”. Ele complementou: “Assim como a própria América, seria ‘mais quente’ do que nunca! Agradeço pela atenção a esse assunto. Presidente DONALD J. TRUMP”.
It’s got a nice ring to it pic.twitter.com/Fmzc9iUu8u
— The White House (@WhiteHouse) September 2, 2026
A conta oficial da Casa Branca no X (antigo Twitter) endossou a sugestão, afirmando que o novo nome “soa bem”.
A ideia surgiu menos de uma semana após Trump ter assinado uma ordem executiva que altera a denominação do Lago Ontário para “Lago América”, em meio a uma rivalidade crescente com o Canadá.
Mudanças de nome
A implementação dessa mudança de nome não foi detalhada, considerando que o estreito não está próximo ao território americano. A recente alteração do Lago Ontário determinou que o Secretário do Interior, Doug Burgum, e seu departamento realizassem ajustes no Sistema de Informação de Nomes Geográficos. Apesar da rejeição canadense à mudança, Google e Apple já adaptaram suas plataformas ao novo nome.
Desde sua volta ao cargo presidencial, Trump já levantou diversas sugestões para renomear locais significativos. Por exemplo, ele defendeu que o Golfo do México deveria ser chamado de Golfo da América, proposta que foi negada tanto pelo México quanto pela comunidade internacional.
Em mandatos anteriores, o presidente também emitiu ordens executivas para renomear outros locais. No primeiro dia de seu segundo mandato, ele alterou o nome do Monte Denali, no Alasca, para Monte McKinley. Denali significa “grande” na língua dos povos nativos da região, enquanto McKinley homenageia um ex-presidente dos Estados Unidos conhecido por seu apoio às tarifas comerciais.
Controle sobre o Estreito de Ormuz
Trump afirma que o Irã perdeu a autoridade sobre o estreito, parte essencial da rota marítima responsável por um quinto do comércio global de petróleo antes do início das hostilidades entre as nações. Contudo, a movimentação pela área continua abaixo dos níveis pré-guerra e relatos indicam uma queda ainda maior no número de embarcações nos últimos dias devido à intensificação dos ataques.
No entanto, segundo informações do governo americano, as exportações totais de petróleo da região superam os números anteriores ao conflito se considerarmos os oleodutos da Arábia Saudita e dos Emirados Árabes Unidos que evitam passar pelo estreito.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, informou à CNBC nesta quarta-feira que mais de 17 milhões de barris de petróleo transitaram pelo estreito na última segunda-feira, batendo um novo recorde durante a guerra. Antes do conflito, aproximadamente 20 milhões de barris e produtos diversos cruzavam diariamente essa via.
