quinta-feira, janeiro 22

Novas concessões de rodovias mostram potencial de transformar investimento em mais segurança na estrada

Com 14 trechos previstos para leilão, 2026 marca um ciclo importante de modernização das rodovias federais, com impacto direto na vida de motoristas profissionais

O governo federal incluiu na agenda de 2026 um amplo pacote de concessões rodoviárias. São 14 estradas federais, somando 7.295 quilômetros e um volume total de R$ 158 bilhões em obras e operação. O impacto vai além dos indicadores de competitividade e produtividade. Cada novo trecho concedido tem potencial de encurtar prazos, reduzir custos logísticos e, sobretudo, mudar as condições de quem depende das estradas.

A percepção de quem vive atrás do volante reforça essa expectativa. “O motorista precisa sentir na prática os resultados desse investimento. Trechos seguros, sinalização adequada, manutenção contínua e áreas de descanso estruturadas fazem toda a diferença na vida de quem está ao volante todos os dias “, afirma José Ronaldo Marques da Silva, o Boizinho, presidente do Sinaceg (Sindicato Nacional dos Cegonheiros). A entidade reúne um setor com 5 mil profissionais diretamente envolvidos no transporte de veículos zero quilômetro.

A carteira de projetos reúne oito novos trechos que serão ofertados pela primeira vez e outras seis rodovias que tiveram seus contratos reformulados. O plano inclui 1.197 quilômetros de duplicações e 1.331 quilômetros de faixas adicionais. Hoje, pouco mais de um quarto da malha federal está sob gestão privada. Com os leilões previstos, esse percentual pode chegar a um terço. Para os motoristas, especialmente os profissionais, a modernização esperada traz a perspectiva de mais segurança.

A modernização da malha rodoviária não é apenas um ganho estético ou de logística. As concessões estão diretamente associadas à redução de riscos à vida e à saúde de quem está na estrada. Um estudo da Fundação Dom Cabral, de 2024, indica que rodovias que passam por processos estruturados de concessão e investimento, como neste caso, tendem a registrar redução de acidentes graves e de mortes, especialmente quando os contratos preveem melhorias na infraestrutura.

Nesse sentido, a ampliação de duplicações, faixas adicionais e pontos de apoio prevista na carteira de concessões para 2026 reforça o potencial de ganho em segurança viária. Para quem vive na estrada, isso se traduz em menos situações de risco, maior previsibilidade de viagem e um ambiente de trabalho mais protegido.

 “Quando a estrada melhora, o motorista ganha tempo, segurança e qualidade de vida. A duplicação de trechos e a ampliação das faixas adicionais ajudam a reduzir riscos e tornar a operação mais eficiente. É um movimento que pode trazer benefícios reais para quem conduz o país”, afirma o diretor regional do Sinaceg, Marcio Galdino.

Os leilões de 2026 ocorrerão ao longo do ano, inclusive no período eleitoral. A expectativa é que os novos contratos tragam padrões mais altos de atendimento, metas claras de execução e passem por fiscalização rigorosa da Agência Nacional de Transportes Terrestres. O Sinaceg reforça que permanecerá acompanhando cada etapa para garantir que a modernização das rodovias resulte em segurança, condições dignas de trabalho e uma rotina mais estável para quem move a economia brasileira pelas estradas.