quarta-feira, julho 8

ONU faz chamado urgente por R$ 1,5 trilhão para ajudar a Venezuela após tremores devastadores

Em um apelo realizado na quarta-feira, 8, as Nações Unidas solicitaram a soma de US$ 296 milhões (aproximadamente R$ 1,5 trilhão, conforme a cotação atual) para viabilizar operações de auxílio humanitário em decorrência dos terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24 de junho. Os tremores resultaram na morte de pelo menos 3.685 pessoas e feriram quase 17 mil.

O chefe de Assuntos Humanitários e coordenador de Ajuda de Emergência da ONU, Tom Fletcher, destacou: “Temos um plano bem definido. Precisamos de US$ 296 milhões para atender às demandas socioeconômicas de 1,3 milhão de indivíduos ao longo dos próximos seis meses. Este é um plano com prazos claros”.

Os terremotos, registrados com magnitudes de 7,2 e 7,5, ocorreram em um intervalo de apenas 39 segundos, causando o colapso de prédios em Caracas e especialmente no estado litorâneo de La Guaira, a área mais severamente afetada pelo cataclismo.

A respeito do impacto nas crianças, o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) alertou que elas estão entre os grupos mais prejudicados, com uma estimativa de que cerca de 234 mil crianças necessitarão de ajuda humanitária.

Até o momento, as autoridades da Venezuela não forneceram um número oficial sobre os desaparecidos. No entanto, uma plataforma criada por organizações civis indica que aproximadamente 30 mil pessoas ainda estão desaparecidas, enquanto as Nações Unidas estimam que esse número pode chegar a até 50 mil.

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Aumento da pressão

Uma análise realizada pelo Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR) calculou que os prejuízos relacionados à habitação e infraestrutura totalizam cerca de US$ 37 bilhões (mais de R$ 190 bilhões). Este montante inclui aproximadamente US$ 24 bilhões em danos a estruturas como residências, empresas, escolas e hospitais, além de outros US$ 13 bilhões em infraestrutura geral.

<pNesta quarta-feira, o governo venezuelano solicitou a liberação dos ativos congelados do país no exterior para auxiliar na arrecadação dos fundos necessários à recuperação.

O chanceler Iván Gil fez um apelo durante uma reunião virtual com o Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (Ocha), afirmando: “Pedimos a todos os países que ainda possuem recursos bloqueados pertencentes à Venezuela para que possamos iniciar um processo de liberação desses fundos e utilizá-los na recuperação”.

Anteriomente, a presidente interina Delcy Rodríguez havia divulgado um fundo destinado à reconstrução no valor de US$ 200 milhões, proveniente do FMI. Qualquer auxílio será bem-vindo — a Venezuela enfrenta uma dívida estimada em US$ 290 bilhões e quaisquer novos gastos podem intensificar ainda mais as dificuldades nas contas públicas.

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