
A crescente relevância de semicondutores, inteligência artificial e minerais essenciais tem moldado a agenda econômica global. A visita oficial do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, ao Brasil, agendada para a próxima segunda-feira, 27 de julho, é um reflexo desse novo cenário e deve concentrar-se nas negociações em setores considerados cruciais para o futuro industrial. Este encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ocorre poucos meses após a visita de Lula a Seul, que resultou na elevação das relações entre os dois países ao nível de Parceria Estratégica, além de um plano conjunto para aprofundar essa colaboração até 2029. Assim como o presidente brasileiro, Lee Jae Myung será acompanhado por sua esposa, Kim Hea Kyung.
Embora a agenda inclua tópicos tradicionais como comércio, saúde, cultura e educação, as discussões deverão priorizar as cadeias produtivas de alta tecnologia. A Coreia do Sul se destaca como uma das principais potências globais na produção de semicondutores, baterias e dispositivos eletrônicos. Por outro lado, o Brasil possui vastas reservas de minerais fundamentais para essa indústria e busca aumentar sua inserção na economia da inovação. Essa combinação de forças tem tornado a aproximação entre os dois governos uma prioridade significativa.
A pauta também prevê diálogos sobre o crescimento do comércio bilateral, que alcançou US$ 10,8 bilhões em 2025. As expectativas incluem avanços na diversificação das relações comerciais, fortalecimento da integração produtiva e ampliação do acesso dos produtos brasileiros ao mercado sul-coreano. Atualmente, a Coreia do Sul ocupa a quarta posição entre os parceiros comerciais do Brasil na Ásia e se destaca como um dos principais investidores estrangeiros no país.
