quarta-feira, julho 22

Julgamento de Maduro nos EUA por acusações de narcoterrorismo é agendado pela Justiça

O ex-líder da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrentará um julgamento nos Estados Unidos marcado para o dia 1º de junho de 2027. A data foi estabelecida por um juiz em uma audiência ocorrida na quarta-feira, 22, após a captura de Maduro em uma operação militar americana realizada em janeiro.

Com 63 anos, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, estão sob custódia em uma instalação prisional no Brooklyn há mais de sete meses. Nesta quarta-feira, o ex-ditador participou de sua terceira audiência em um tribunal nova-iorquino desde que foi detido pelo Exército dos EUA. O foco da sessão foram questões processuais, incluindo a definição da data do julgamento.

A proposta para agendar o processo para junho de 2027 já havia sido discutida pelas partes envolvidas, conforme uma correspondência enviada ao juiz federal Alvin Hellerstein pelo promotor Jay Clayton no dia 21 de abril.

Após tensões diplomáticas com Caracas, Washington autorizou em abril que o governo venezuelano pagasse pela defesa legal de Maduro e Flores, uma medida que antes era vedada pelas sanções impostas pelos EUA.

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O casal buscou arquivar suas acusações alegando que as restrições ao financiamento feriam seu direito constitucional americano à escolha de um advogado.

Maduro se considera um “prisioneiro de guerra” e afirma ser inocente das acusações que enfrenta.

Detalhes sobre a captura e as acusações

A detenção de Maduro e Cilia Flores ocorreu em 3 de janeiro durante uma rápida operação militar dos Estados Unidos em Caracas. Atualmente, ambos aguardam julgamento por crimes como tráfico de drogas e outras infrações relacionadas.

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No total, eles enfrentam quatro acusações: conspiração para realizar “narcoterrorismo”, conspiração para importar cocaína, posse ilegal de metralhadoras e dispositivos explosivos, além da conspiração relacionada à posse desses armamentos.

Desde a queda do regime de Maduro, sua ex-vice-presidente, Delcy Rodríguez, assumiu como presidente interina e tem estreitado laços com os Estados Unidos, que controlam as exportações petrolíferas da Venezuela. Os recursos obtidos com essas vendas são depositados em contas especiais supervisionadas por Washington.

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