quarta-feira, julho 22

Operador financeiro da TH Joias é detido por suposta conexão com ‘tesoureiro’ do Comando Vermelho

Nesta quarta-feira, 22, a Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu Leandro Ferreira Marçal, que é considerado o operador financeiro do ex-deputado estadual Tiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias. Ele foi localizado em Marechal Hermes, na zona norte da cidade, após um período foragido.

Marçal já havia sido nomeado como servidor comissionado no gabinete de TH Joias na Assembleia Legislativa. Segundo informações da Polícia Civil, sua função era recolher, transportar e entregar grandes somas em dinheiro provenientes do crime organizado. A corporação destaca que a nomeação no gabinete servia como uma fachada e facilitava a movimentação dos recursos ilícitos.

Uma investigação realizada pela Polícia Federal evidenciou conexões do ex-assessor com os líderes do tráfico no Complexo do Alemão. Marçal mantinha comunicação frequente com figuras proeminentes da facção criminosa, entre elas Gabriel Dias de Oliveira, conhecido como “Índio”, que é visto como tesoureiro do Comando Vermelho. O inquérito revelou que eram coletadas “expressivas quantias” em dinheiro com Índio. Em uma das operações rastreadas, foram transferidos R$ 100 mil para TH Joias e R$ 90 mil para outros criminosos.

O ex-assessor foi condenado em primeira instância a seis anos e seis meses de prisão por envolvimento em organização criminosa. A Justiça Federal também decidiu pela perda de sua função pública e negou o direito de apelar em liberdade, resultando na decretação de sua prisão preventiva. A Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), da Polícia Civil, conseguiu descobrir seu paradeiro através da análise e cruzamento de dados para identificar possíveis endereços e rotas associadas a ele.

TH Joias é investigado por lavagem de dinheiro relacionada ao Comando Vermelho e está preso desde setembro de 2025, quando foi alvo da Operação Zargun. Após isso, ele foi indiciado por utilizar seu cargo para beneficiar a facção criminosa e obstruir investigações.

Publicidade