quarta-feira, outubro 28

Banco Central dos EUA mantém taxa de juros inalterada entre 3,75% e 4%

Na quarta-feira, 28, o Federal Reserve (Fed), que é o banco central dos Estados Unidos, optou por manter a taxa básica de juros entre 3,75% e 4% ao ano. Essa decisão garante a continuidade do intervalo que serve de referência para os custos de crédito na principal economia global e ocorre em um período em que investidores estão atentos à evolução da política monetária americana.

Segundo o comunicado emitido pela instituição, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) decidiu que o Federal Reserve de Nova York seguirá realizando operações no mercado aberto com o objetivo de assegurar que a taxa efetiva dos juros federais permaneça dentro da faixa estipulada. Essas novas orientações operacionais começarão a valer nesta quinta-feira, 29.

O colegiado de governadores do Fed também aprovou, por unanimidade, a manutenção da taxa de remuneração das reservas bancárias em 3,90% ao ano. A taxa aplicada nas operações de crédito primário—utilizada em certos empréstimos do banco central às instituições financeiras—permanecerá em 4%.

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Além disso, o Fed decidiu manter a taxa em 4% para as operações permanentes de recompra de títulos, conhecidas como repos, e fixou a remuneração das operações de recompra reversa em 3,75%, com um limite diário de 160 bilhões de dólares por contraparte.

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A autoridade monetária também possibilitou a aquisição de títulos de curto prazo do Tesouro americano sempre que necessário, com o intuito de garantir um volume adequado de reservas no sistema financeiro. O comunicado menciona ainda a rolagem total dos pagamentos principais dos títulos do Tesouro que estão sob a administração do Fed e o reinvestimento desses pagamentos em papéis de curto prazo emitidos pelo governo.

A decisão do Fed é observada atentamente pelos mercados internacionais, pois as taxas americanas afetam a atratividade dos títulos dos Estados Unidos e influenciam o fluxo financeiro para outras nações, incluindo o Brasil. Taxas elevadas por um período prolongado podem incentivar investimentos em dólar e aumentar a pressão sobre ativos pertencentes a economias emergentes.

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<spanPara investidores brasileiros, os próximos anúncios do Fed sobre as taxas serão cruciais para entender como se comportarão o dólar, os rendimentos dos títulos públicos e as bolsas nos meses vindouros.

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