
Cada ocorrência de El Niño possui características distintas e seus impactos variam ao longo da história. Em geral, esse fenômeno tende a provocar secas severas e aumentar as temperaturas na Austrália, no sul e centro da África, na Índia e em partes da América do Sul — no Brasil, isso resulta em uma variedade de efeitos climáticos desde secas extensas no nordeste até tempestades intensas e inundações no sul.
Por outro lado, chuvas torrenciais podem afetar o sul dos Estados Unidos, regiões do Oriente Médio e partes do centro-sul asiático. Agora imagine como seria esse fenômeno em um mundo já enfrentando as consequências de eventos climáticos extremos — como as inundações recentes no Rio Grande do Sul, reflexo da intensificação das mudanças climáticas. A principal preocupação gira em torno da segurança alimentar, com riscos iminentes de diminuição na produção agrícola e aumento nos preços dos alimentos, impactando especialmente os países mais vulneráveis. Tal receio não é infundado.
