
A candidatura a deputada federal de Rebeca Ramagem (PL) entrou no filtro da Justiça Eleitoral do Rio. Casada com Alexandre Ramagem, ex-deputado federal e ex-chefe da Abin do governo Bolsonaro, ela foi intimida esta semana pelo TRE a se manifestar, no prazo de três dias, sobre a condenação do marido “pelos crimes de organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e Golpe de Estado”. O despacho, assinado pelo desembargador Paulo Cesar Salomão Filho, também cita possível incidência do artigo 17 da Constituição Federal, que proíbe expressamente a utilização pelos partidos de organização paramilitar.
É o mesmo artigo que vem sendo usado como base pelo tribunal para barrar o registro de candidatos suspeitos de ligação com o crime organizado. O deferimento do registro de Rebeca ainda está pendente de julgamento. Após sua manifestação, o caso será remetido à Procuradoria Regional Eleitoral.
Campanha com bonescos de papelão
É a primeira vez que Rebeca, procuradora do estado de Roraima, tenta entrar na política. No Rio, ela busca atrair o voto de antigos eleitores do marido, mas fazendo campanha a partir dos Estados Unidos. Tem chamado a atenção a estratégia de se fazer presente nas ruas, em adesivaços, com bonecos de papelão.
Alexandre Ramagem foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos de prisão. Ele está foragido da Justiça, se encontrando nos EUA com a mulher e filhas. Nesta semana, Rebeca publicou vídeo no Instagram dizendo que o delegado Andrei Rodrigues foi um dos responsáveis pelo “exílio” da família. A gravação foi feita após Andrei ser afastado pelo ministro do STF André Mendonça. Nesta quarta-feira, 9, ele acabou reintegrado por decisão de Flávio Dino.
No Instagram, ela divulga suas bandeiras: “Quero voltar ao meu Rio e chegar em Brasília com a missão de defender a justiça, a liberdade e os limites dos Poderes”.
